Depois de ser decisivo contra o Galo, Pedro fez 11 gols em 14 jogos, três deles num jogo só, os 4 a 0 sobre o Vélez, em Buenos Aires, que praticamente encaminharam o Flamengo à final da Libertadores. No período também teve gol de bicicleta. Este valeu a classificação à semifinal da Copa do Brasil e a vitória por 1 a 0 na Arena da Baixada sobre o Athletico-PR, futuro rival na decisão continental.
Na mira de Tite, Pedro dobra gols com Dorival e se transforma no Fla
Por Globo Esporte Sexta-Feira, 9 de Setembro de 2022
Tite convoca 26 jogadores para amistosos contra Gana e Tunísia nesta sexta-feira, e, Pedro, o grande nome do Flamengo em 2022, vive manhã de enorme expectativa de ser chamado. E não é para menos. Em três meses, seu status mudou de reserva pouco utilizado para estrela da companhia.
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Pedro tem grandes chances de ser convocado por Tite nesta sexta-feira — Foto: CBF
Raras chances com Paulo Sousa
Os números do artilheiro da Libertadores com Paulo Sousa foram tímidos, mas o treinador não soube extrair o melhor do pupilo. Ainda mais levando em consideração a promessa feita, ainda em Portugal, de que faria Pedro jogar e se tornar figura decisiva ao lado de Gabigol e Bruno Henrique.
Foi titular em apenas 11 dos 27 jogos que o português o utilizou. E o detalhe: Pedro só iniciou três jogos em que Paulo Sousa utilizou força máxima, contra Vasco (1 a 0), Goiás (1 a 0) e Sporting Cristal (2 a 1). Exemplo do pouco espaço que tinha aconteceu na Supercopa do Brasil, contra o Atlético-MG. Assistiu do banco à derrota nos pênaltis após empate por 2 a 2 no tempo normal.
Resultado: apenas oito gols marcados, um a cada 173 minutos, e uma única assistência.
Pedro com Paulo Sousa
| 27 jogos (11x titular, 16x reserva) |
| 1.382 minutos em campo (51 min/jogo) |
| 8 gols (1 a cada 173 minutos) |
| 1 assistência |
| 9 participações diretas em gol (1 a cada 154 minutos) |
| 19 vitórias |
| 4 empates |
| 4 derrotas |
| 75,3% de aproveitamento |
Fonte: Espião Estatístico/ge
Transformação com Dorival e Copa no radar
Depois de seis meses de frustração, Pedro chegou a junho praticamente como carta fora do baralho para a Copa do Mundo do Catar, mesmo diante de todos os elogios de Tite. Dorival Júnior transformou sua situação dentro do Flamengo e na Seleção.
Foi reserva nos primeiros quatro jogos. Na primeira oportunidade como titular, deu assistência para Gabigol contra o América-MG (3 a 0). Iniciou ao lado de um time alternativo contra o Santos e abriu o placar da vitória por 2 a 1. Três dias depois teve a melhor atuação da carreira contra o Tolima. Quatro gols marcados, uma assistência e passe de calcanhar para Gabi em lance no qual resultou gol contra de Quiñones.
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Pedro comemora gol em Flamengo x Vélez no Maracanã — Foto: André Durão / ge
Daí em diante Pedro foi titular em todos os jogos da equipe A de Dorival Júnior. Teve sua média de minutos por jogo aumentada (de 51 para 61) e dobrou seu número de gols, de oito para 16.
A partir da titularidade inquestionável vieram também as assistências. Se no início do ano só havia dado um passe para gol - no de Matheus França nos 6 a 0 sobre o Bangu -, sob o comando de Dorival Júnior o número subiu para sete.
Duas dessas sete assistências vieram na vitória por 2 a 0 sobre o Atlético-MG, que classificou o Flamengo às quartas de final da Copa do Brasil. Após a grande atuação no Maracanã, Cleber Xavier, um dos auxiliares de Tite, mandou mensagem a Pedro via Whatsapp, ratificando que a observação em cima de seu futebol seguia constante dentro da comissão técnica da seleção brasileira.
Nos 14 jogos em que Pedro foi titular com Dorival Júnior, o Flamengo venceu 13 e empatou apenas - aproveitamento de 95%. Fez 15 gols neste recorte - a única vez em que marcou saindo do banco foi nos 5 a 0 sobre o Athletico-PR.
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Em seu melhor momento na carreira, o centroavante certamente roerá unhas na manhã desta sexta-feira para saber se consta na lista de Tite para os amistosos contra Gana e Tunísia, que serão disputados na França nos dias 23 e 27 de setembro.
Depois de praticamente dois anos e meio como reserva imediato de Gabigol, Pedro encurtou consideravelmente a distância para o Catar. Se Rogério Ceni, Renato Gaúcho e Paulo Sousa não conseguiram, Dorival fez diferente e colocou definitivamente o centroavante nos holofotes de Tite.