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D'Alessandro se despede do Inter, recebe homenagens e se emociona

Por Globo Esporte   Domingo, 20 de Dezembro de 2020

A emoção marcou o fim de trajetória de D'Alessandro no Inter. O jogador argentino, um dos maiores ídolos da história do clube, vestiu pela última vez a camisa colorada na vitória por 2 a 0 sobre o Palmeiras neste sábado. Entrou em campo sob palmas, foi jogado para o alto pelos companheiros, recebeu uma homenagem no telão do Beira-Rio e reiterou o amor construído durante os 12 anos de clube.

Aos 39 anos, D'Ale entrou em campo aos 41 minutos do segundo tempo. Recebeu a braçadeira de capitão que tanto vestiu de Rodrigo Dourado e foi a campo para seus últimos nove minutos com a camisa do Inter. Participou pouco do jogo, mas o melhor estava aguardado pelo fim.

Assim que a partida acabou, D'Alessandro foi abraçado por jogadores, dirigentes e funcionários do Inter. Foi jogado para o alto pelos companheiros aos gritos de "D'Ale, D'Alessandro!". E, entre lágrimas, assistiu a uma homenagem preparada pelo clube no telão, com depoimentos de colegas e ex-colegas, ídolos e torcedores colorados.

D'Alessandro é atirado pelos companheiros em despedida do Inter — Foto: RICHARD DUCKER/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

D'Alessandro é atirado pelos companheiros em despedida do Inter — Foto: RICHARD DUCKER/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Emocionado, D'Ale fez seu último discurso. Valorizou a vitória por 2 a 0 sobre o Palmeiras, que era o fundamental na noite de hoje. Lamentou o fato de não poder se despedir junto ao torcedor, mesmo que o futuro presidente Alessandro Barcellos já tenha prometido um jogo quando acabar a pandemia do coronavírus. E enalteceu os momentos desfrutados com a camisa vermelha.

A vitória de hoje foi o mais importante. O Beira-Rio está vazio, mas este grupo merecia a torcida presente, a família. Torcedor colorado, agradeço muito a vocês. Obrigado pelo carinho, apoio, respeito. A admiração é minha pelos momentos bons e ruins"

— D'Alessandro

A família de D'Alessandro, que assistiu ao jogo em um dos camarotes no Beira-Rio, também esteve presente na homenagem. A esposa, Erica, entrou no gramado junto dos filhos Martina, Santino e Gonzalo. O jogador recebeu um abraço emocionado de todos e lembrou a importância da família em sua trajetória no clube.

– Agradeço aos presidentes Marcelo Medeiros, Fernando Carvalho e Giovanni Luigi. Tenho muito marcado quem me ajudou nos momentos ruins. O Abel, não por acaso, está presente aqui. Foi o treinador no meu último jogos, foi uma honra ter trabalhado os últimos meses contigo. Agradeço ao suporte da família. Sem a estrutura familiar, você não consegue nada – disse.

D'Alessandro fala após as homenagens no Beira-Rio: "A história continuará"

 

 

 

Por fim, um vídeo com momentos do craque foi mostrado no telão do Beira-Rio, assim como depoimentos do ídolo Ruben Paz e ex-companheiros, como Nilmar, Kleber, Bolívar, Taison, Alex, Leandro Damião e Magrão, o ex-técnico Odair Hellmann, o próprio Abel e os atuais colegas Rodrigo Dourado, Víctor Cuesta e Edenilson.

– Edenilson, Dourado, como os capitães. Os líderes Danilo, Lomba, Cuesta. Seria injusto falar de alguns, mas são os caras que puxam. Os guris que têm trabalhado conosco nos últimos tempos eu espero ter ajudado um pouco. Levo no meu coração boas lembranças. O objetivo sempre foi o grupo, o coletivo. Errei, acertei, como uma pessoa que quer ganhar sempre e não se conforma. Obrigado, Beira-Rio! Fui parte da reinauguração. Não vestirei a camisa colorada no próximo ano, mas a história continuará. Muito obrigado – completou.

D’Alessandro deixou o campo de mãos dadas com Gonzalo, escudado pela família e aplaudido em um corredor pelos companheiros de vestiário. Antes de entrar no vestiário, ainda recebeu uma bandeira de uma torcida com seu rosto estampado.

O jogador anunciou no final de novembro que não iria renovar seu contrato com o Inter para 2021, encerrando uma trajetória de 12 anos no clube. Seguirá a carreira em outro lugar.

Com a camisa colorada, D'Ale disputou 517 partidas, fez 95 gols e deu 113 assistências. Foi campeão da Libertadores, Sul-Americana, Recopa e seis Gauchões. Em 2010, ainda foi eleito o melhor jogador da América. Em 2020, ele atuou em 40 partidas, com três gols feitos. Artilheiro do novo Beira-Rio com 26 gols, o meia entra no panteão dos ícones do clube e com o legado no coração dos fãs.

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