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O que mudou? Entenda por que a Argentina chega tão confiante

Por Globo Esporte   Domingo, 20 de Novembro de 2022

Poucos países chegam tão confiantes à Copa do Mundo do Catar quanto a Argentina.

Além de ter um dos principais jogadores da história no plantel, os torcedores confiam coletivamente na equipe formada pelo técnico Lionel Scaloni, que desembarcou em Doha sustentado por uma longa invencibilidade.

A Scaloneta, apelido dado ao elenco de Scaloni, não perde há 36 jogos. Desde a semifinal da Copa América de 2019, contra o Brasil, o time bicampeão do mundo segue invicto. Há empolgação em todos os setores e esperança de potencialização do talento de Messi.

No gol, Emiliano Martínez trouxe a segurança há tempos procurada pela seleção. Na defesa, Romero cresceu na Inglaterra e se junta a um veterano e respeitado Otamendi. No meio, De Paul e Paredes dão suporte a Di María e Lautaro Martínez.

Apostas do banco de reservas, como o jovem Julián Álvarez, que tem embalado no Manchester City, credenciam a Argentina ao grupo dos favoritos.

– É uma sequência de fatores que levam a essa expectativa. A equipe tem uma forma de jogar, atletas de grande nível como Messi, Di María e Lautaro, além de outros que subiram de nível. É um grupo que hoje está bem animicamente, é um grupo unido e feliz – afirma Lucas Gatti, jornalista argentino que está no Catar.

 

Copa América foi fundamental para melhorar o ânimo do grupo de Scaloni — Foto: AFP

Copa América foi fundamental para melhorar o ânimo do grupo de Scaloni — Foto: AFP

 

Sem Messidependência

 

Julio Chiappeta, jornalista ex-Clarín e um dos profissionais de imprensa mais próximos de Maradona em vida, vê o fim da Messidependência como um fator preponderante para a confiança elevada sobre a Scaloneta.

– A Argentina tem uma equipe que joga para uma equipe, não para Messi, como em outras oportunidades. Messi não é salvador, e a Argentina não tem que jogar para Messi. Isso foi fundamental no efeito da comissão técnica. Messi faz boas associações com De Paul, Lautaro...

– O grupo está bem, com o ânimo nas nuvens, mas sem excesso de confiança. Messi é a bandeira e está em forma ideal no físico, no futebol e no emocional, os três pilares importantes – acrescenta.

 

 

 

Renovação e proximidade

 

Boa parte de uma geração marcada por derrotas em decisões acabou ficando para trás, e novos nomes, como De Paul, Lo Celso (fora da Copa por lesão) e Martínez, assumiram papeis importantes para apoiar Messi e quebrar quase três décadas de jejum com a conquista da Copa América de 2021.

– Não há um único fator. A “velha guarda” ficou para trás, com Higuaín, Mascherano, Biglia, Sergio Romero, Rojo, e deu espaço a talentos que transitam entre 23 e 27 anos, sem deixarem de estar respaldados por um Messi mais maduro e um Di María que se reconciliou com o melhor rendimento na Copa América. O produto renovação gerou empatia – comenta Nico Berardo, jornalista do “Olé”.

De Paul em treino da Argentina nesta sexta-feira — Foto: Divulgação/Argentina

De Paul em treino da Argentina nesta sexta-feira — Foto: Divulgação/Argentina

– O título da Copa América é o segundo aspecto que gera expectativa: a quebra do jejum de 28 anos sem títulos. A Argentina, com Messi, conseguiu ganhar a final do Brasil. E essa conquista foi referendada com a vitória na Finalíssima (3 a 0 contra a Itália, campeã da Eurocopa) – acrescenta.

Nico Berardo ainda aponta a identificação como algo importante para a atual relação entre torcida e time.

– Esse time inclui jogadores que brilharam há pouco tempo em seus clubes na Argentina, como Lautaro e De Paul no Racing, Correa no San Lorenzo, Paredes no Boca, Tagliafico no Independiente, Mac Allister no Argentinos Juniors, Palacios e Julián Álvarez no River. Isso produz um efeito de proximidade – opina.

 

Reconhecimento

 

Até quem atuou durante anos e saiu com um vice-campeonato mundial se empolga com a atual geração. Javier Mascherano, em conversa com a “TyC Sports”, manifestou confiança em Messi e companhia.

– Temos uma equipe que gera muita expectativa. Há um tempinho sabe como joga, tem uma identidade muito marcada. Sabemos que é o que vamos ver. Fazia muito tempo que não tínhamos uma equipe que nos representasse tão bem. Pode acontecer qualquer coisa, pois é futebol, mas há muita expectativa – afirmou Mascherano.

 

Exemplo do passado

 

Vencer um favorito há pouco mais de um ano e sobrar diante do atual campeão da Eurocopa reforçam uma expectativa de 20 anos. Desde 2002, mesmo com equipes fortes e um vice-campeonato, a Argentina não desembarcava tão forte em um Mundial.

Há 20 anos, a Argentina liderou a eliminatória e encantava sob o comando técnico de Marcelo Bielsa. Diante dos europeus, o time somou resultados positivos contra Espanha, Itália e Alemanha. Na Copa, porém, veio a completa decepção.

Marcelo Bielsa comandou uma Argentina empolgante antes da Copa de 2002 — Foto: Reuters

Marcelo Bielsa comandou uma Argentina empolgante antes da Copa de 2002 — Foto: Reuters

A Argentina possuía um elenco repleto de jogadores importantes, com o luxo de nomes como Gallardo e Crespo no banco de reservas. Na Coreia do Sul e Japão, porém, o time sofreu com a eliminação precoce depois de vencer na estreia (1 a 0 sobre a Nigéria), perder da Inglaterra (1 a 0) e empatar com a Suécia (1 a 1).

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