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Vasco cria chances para pelo menos empatar, mas perde

Por Globo Esporte   Segunda-Feira, 14 de Fevereiro de 2022

No primeiro grande teste do ano, a partida que daria as melhores condições de avaliar a equipe diante do que está por vir na temporada, o Vasco foi derrotado por 1 a 0 pelo Botafogo. Uma partida marcada por avaliações individuais muito ruins, um primeiro tempo em que o time não se encontrou em campo e um segundo onde só o que faltou mesmo foi fazer o gol.

Vasco teve duas caras jogando no Castelão. A primeira etapa inteira se resumiu a bolas enfiadas em Gabriel Pec, que deu sequência à maioria dos lances e teve boa atuação em São Luís, mas acabou sendo sobrecarregado. Depois de sofrer o gol de Erison, muito em função do recuo do Botafogo, o time de Zé Ricardo encontrou a criatividade como que num passe de mágica e tomou conta da partida.

A princípio, com organização e jogadas trabalhadas. Mais para o final, como é de costume, é que as coisas foram na base do abafa. Mas, de nenhuma das formas, o Vasco conseguiu chegar ao empate - a falta de pontaria e a boa atuação de Gatito Fernandez foram determinantes para isso. A primeira derrota da temporada foi, também, a primeira partida do Cruz-Maltino no campeonato sem fazer gol.

Raniel, atacante do Vasco, em ação no clássico contra o Botafogo — Foto: Ronald Felipe/AGIF

Raniel, atacante do Vasco, em ação no clássico contra o Botafogo — Foto: Ronald Felipe/AGIF

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Além da constatação de que o time ainda está em início preparação e de que muita coisa ainda precisa ser feita até o início da Série B (incluindo a contratação de mais reforços), fica a lição de que a equipe não pode se dar o luxo de enfrentar um adversário organizado e demorar a achar seu rumo na partida. De líder, o Vasco caiu para a quarta posição do Campeonato Carioca, com 13 pontos, mas ainda está no grupo que se classifica para as semifinais.

 

Dois Vascos em São Luís

 

Antes de mais nada, o Vasco sofreu com atuações individuais muito ruins no Castelão. Acionado ofensivamente como ainda não havia sido desde que chegou à equipe, Edimar ficou devendo: tomou cartão amarelo logo no início do jogo e errou muitos cruzamentos. E Léo Matos, que tinha a missão de substituir o suspenso Weverton na lateral direita, ficou um pouco abaixo e ainda demorou para recompor a marcação no lance do gol do Botafogo - Diego Gonçalves aproveitou as costas dele para cruzar.

Não à toa, os dois saíram juntos na primeira mexida de Zé Ricardo, aos 26 minutos do segundo tempo, para as entradas de Riquelme e Getúlio.

Também houve aqueles que, de tão pouco acionados, por vezes sumiram em campo. Casos de Bruno Nazário, que de fato está rendendo aquém das expectativas improvisado na ponta direita, e Raniel, que não fez muito mais do que acertar a bola no travessão em cabeçada no segundo tempo. Entre os titulares, o único jogador da partida que tocou menos que o camisa 9 vascaíno foi Erison, autor do gol botaguense.

Os primeiros minutos de jogo foram os únicos em que o Botafogo ensaiou uma pressão. A diferença é que isso fazia parte do plano da equipe comandada interinamente por Lúcio Flávio: abafar no início, quem sabe encontrar um gol para, depois, se fechar e sair nos contra-ataques. Por sua vez, o Vasco parecia um time que quer atacar, mas que não sabe como. E dá-lhe bola em Gabriel Pec!

O camisa 11, provavelmente o melhor jogador do Vasco neste início de temporada, foi mais uma vez a válvula de escape no momento em que o time não se deu com a criatividade. Na coletiva após o confronto, Zé Ricardo citou a falta de sincronismo e de entrosamento que só será corrigida com o passar do tempo. Mas um movimento parecia muito bem ensaiado na primeira etapa: o jogador (normalmente Nenê) recebia no meio de campo, girava e já lançava na esquerda sem nem olhar. Foram ao menos quatro lances muito parecidos nesse sentido.

Gabriel Pec, do Vasco, em ação contra o Botafogo — Foto: Rafael Ribeiro / Vasco

Gabriel Pec, do Vasco, em ação contra o Botafogo — Foto: Rafael Ribeiro / Vasco

Em um desses lances, após cruzamento de Pec pela esquerda, Nazário tentou emendar um voleio, mas não pegou legal. Raniel ficou com o rebote, só que, atrapalhado pelo zagueiro, acabou chutando para fora. Foi a melhor chance do Vasco no primeiro tempo.

Depois de sofrer o gol aos 33 minutos, mas principalmente na volta do intervalo, o Vasco pôs o dedo na tomada e jogou em outra voltagem. O Botafogo abaixou suas linhas e deu espaço, sim, mas não foi só isso: os comandados de Zé Ricardo, foram mais vibrantes e decididos para as jogadas. Às vezes, até um pouco afobados: Edimar e Gabriel Pec, cada um por um lado e em lances quase que subsequentes, saíram chutando para o gol quando poderiam ter tomado melhores decisões.

O time melhorou com as entradas de Riquelme e Getúlio. Depois, entraram também Figueiredo (no lugar de Bruno Nazário) e Laranjeira (na vaga de Pec). O Vasco pressionou demais, acertou bola na trave e terminou o jogo com 61% de posse de bola e 22 finalizações contra apenas duas do Botafogo. Mas faltou pontaria - Riquelme que o diga, perdeu grande chance aos 48 minutos - e também faltou combinar com Gatito Fernandez, certamente o melhor jogador da partida.

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