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Em compasso de espera, Botafogo recorre a garotos na estreia

Por Globo Esporte   Quarta-Feira, 26 de Janeiro de 2022

O jogo da última terça-feira, o 1 a 1 com o Boavista, mostrou na prática o que quase todos (entre torcida, crítica e dirigentes) já sabiam por convicção: o Botafogo não está pronto para os desafios da temporada. Com elenco ainda incompleto, o clube tem de recorrer a muitos garotos enquanto não pode dar o passo definitivo para buscar os reforços já mapeados no mercado.

O clube vive um momento que pode chamar de único em comparação com todos os concorrentes. Primeiro, porque retorna para a Série A e aguarda a readequação de receitas, que subirão junto com o acesso. Mas, principalmente, por aguardar o desfecho da venda da Sociedade Anônima do Futebol para o bilionário John Textor. São esses dois processos ainda em andamento (e os milhões de reais a vir com eles) que travam os movimentos ensaiados há semanas pela diretoria.

Time que entrou em campo ainda é "rascunho" para temporada — Foto: André Durão

Time que entrou em campo ainda é "rascunho" para temporada — Foto: André Durão

Enquanto isso, negociações andam em ritmo mais lento do que deveriam. A busca no mercado fica mais difícil, e o elenco segue com buracos que já deveriam estar preenchidos. É por isso que, entre os 23 relacionados para o último jogo, havia oito garotos com pouca ou nenhuma experiência no profissional. Três deles foram titulares, Romildo, Juninho e Matheus Nascimento, e outros dois saíram do banco para tentar mudar o destino do jogo, sem sucesso.

A atuação ruim na estreia da temporada aumenta o senso de urgência do torcedor. E também do próprio clube, como o técnico Enderson Moreira deixou claro na entrevista pós-jogo. No próximo mês, o Bota espera anunciar reforços para todos os setores do time: defesa, meio de campo e ataque. Alguns alvos já foram revelados, outros ainda serão descobertos.

 

Fabinho foi o único reforço que ganhou titularidade na estreia — Foto: André Durão

Fabinho foi o único reforço que ganhou titularidade na estreia — Foto: André Durão

 

Tristeza para Rafael, felicidade de Gatito

 

No campo, o time foi tão instável quanto a escalação sugeria. Da equipe que finalizou a Série B, só quatro titulares foram a campo. O entrosamento em falta era esperado, assim como a pouca desenvoltura após dias duros de pré-temporada.

Apesar das dificuldades, o Botafogo tentou manter o padrão de jogo que fez sucesso em 2021. Saída de bola com três defensores, liberdade para os meias e muitas jogadas pelas laterais, de uma ponta a outra. O gol saiu assim, na jogada de Diego Gonçalves que Carlinhos finalizou.

Individualmente, houve mais decepções do que alegrias. Algumas inevitáveis, como a lesão que interrompeu o início promissor de Rafael. O lateral-direito mostrava intensidade para marcar e qualidade com a bola no pé. Engrenou com o passar do primeiro tempo, até a contusão o tirar do jogo.

Por outro lado, o torcedor pode comemorar a volta de Gatito. Não pela atuação, com clara falta de ritmo, mas pela presença sem sustos do camisa 1, que devolve ao Botafogo um dos melhores jogadores do Brasil na posição.

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Gatito voltou a vestir a camisa alvinegra na última terça — Foto: André Durão

Gatito voltou a vestir a camisa alvinegra na última terça — Foto: André Durão

Quanto aos garotos, as estreias serviram para quebrar o gelo. Juninho, Gabriel Conceição e Rikelmi tiveram os primeiros minutos no profissional. Matheus Nascimento, recém-recuperado de Covid-19, aguentou bastante tempo em campo.

Apesar dos problemas, essa é a base que o Botafogo poderá contar nos primeiros jogos da temporada. O próximo compromisso está marcado para domingo, às 16h (de Brasília), contra o Bangu, no Nilton Santos, pela segunda rodada da Taça Guanabara.

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