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Sem espaço até para sócios, reforma de São Januário ganha mais força no Vasco

Por Globo Esporte   Sábado, 14 de Outubro de 2023

Os ingressos esgotados em pouco mais de quatro horas para a partida contra o Fortaleza, na próxima quarta-feira, pelo Campeonato Brasileiro, aumentaram o debate sobre a capacidade de São Januário. Mais uma vez apenas sócios-torcedores conseguiram comprar, e a venda sequer foi aberta ao público-geral.

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Isso tem acontecido constantemente nos jogos do Vasco em casa, nesta temporada. Rodada após rodada. A demanda por ingressos tem sido muito maior do que a capacidade do estádio, que pode receber, hoje, cerca de 22 mil torcedores.

Nesta sexta-feira, por exemplo, o Vasco abriu as vendas às 10h e anunciou que os ingressos acabaram por volta de 14h30. Ou seja, os sócios Norte a Sul e Gigante ★★ (para quem a venda abriu só às 14h) praticamente não tiveram chance de comprar. O Camisas Negras e Almirantinho, que é a categoria de plano de sócios mais barata, não teve oportunidade.

São Januário lotado em dia de jogo do Vasco — Foto: Marcello Dias/Eurasia Sport Images/Getty Images

São Januário lotado em dia de jogo do Vasco — Foto: Marcello Dias/Eurasia Sport Images/Getty Images

Sócios Norte a Sul e Gigante ★★ pagam R$ 29,98 e R$ 49,98 por mês, respectivamente. Já a mensalidade dos Camisas Negras é de R$ 11,98. Os torcedores têm reclamado bastante.

 

 

Esse é um dos motivos que leva a SAF do Vasco a ter a intenção de participar da gestão do Maracanã. O clube entende que São Januário ficou pequeno para sua torcida e gostaria de disputar jogos de maior apelo no Maracanã.

Não tem sido uma tarefa simples. Temporariamente na gestão do estádio, Flamengo e Fluminense têm dificultado jogos do Vasco no Maracanã. Nas últimas vezes o clube precisou acionar a Justiça para jogar no local.

- Em vez de jogar para 50 mil pessoas, estou jogando para 20 mil – lamentou o presidente Jorge Salgado, em recente entrevista ao ge.

Além do desejo de participar da gestão do Maracanã, o Vasco busca outra solução a médio prazo. O clube tem um projeto de reforma e ampliação da capacidade de São Januário para 43 mil pessoas.

Além disso, há conversas avançadas com a Prefeitura do Rio de Janeiro para que o Vasco receba o potencial construtivo do estádio. O dinheiro da eventual venda geraria receitas necessárias para obras de modernização e ampliação.

Vasco tem projeto engatilhado para ampliar capacidade de São Januário para 43 mil pessoas — Foto: Divulgação

Vasco tem projeto engatilhado para ampliar capacidade de São Januário para 43 mil pessoas — Foto: Divulgação

O clube já tem um acordo encaminhado com um empreendimento para vender seu “potencial de construção” na Barra da Tijuca. Os valores giram em torno de R$ 500 milhões. Mas o plano não tem data para sair do papel. A lei precisa ser votada na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, mas o ge apurou que a Prefeitura ainda estuda o formato do projeto que será enviado à Câmara.

- Acho que até o meio de outubro esse decreto vai para a Câmara e, se tudo der certo, antes de eu encerrar meu mandato, vai ser um legado que a gestão vai deixar para o próximo presidente. Ter conseguido viabilizar a reforma com recursos próprios, sem pegar um centavo de empréstimo com terceiros - disse Salgado em entrevista o início do mês.

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