Diniz testa nova forma de jogar, mas Fluminense só empata
Por Globo Esporte Segunda-Feira, 12 de Junho de 2023
A saga das decepções dos tricolores continua. O Fluminense foi até a Serrinha na noite de domingo e teve o jogo na mão contra um desesperado Goiás, mas cedeu por duas vezes o empate e teve que se contentar com um amargo 2 a 2 (veja os lances no vídeo abaixo). E mais do que o resultado em si, a forma como o time sofreu os gols foi o que gerou a maior indignação da torcida.
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Diniz dá bronca em Alexandre Jesus em Goiás x Fluminense — Foto: Reprodução / Premiere
Mas vamos primeiro falar da parte boa. Sem Ganso, machucado, Fernando Diniz optou por mudar o esquema e lançar Lelê junto de Cano no ataque. Deu certo! O atacante deu a tão almejada profundidade que o técnico dizia buscar em outros jogos e possibilitou o teste de uma nova forma de jogar, com ligações diretas. Ele foi uma válvula de escape sempre pela direita, onde deu assistência, além de ter sido uma arma na bola aérea (quase marcou em duas cabeçadas). A volta de Keno, recuperado de lesão, também dará essa opção, junto com uma recomposição defensiva mais forte.
Só que a parte ruim também teve influência direta no resultado. A escolha por Pirani na lateral esquerda talvez não dê para chamar de erro com base nas recentes atuação do meia-atacante entrando improvisado no setor em jogos recentes. Mas Diniz sabia do risco, porque defensivamente ele não sabe marcar. E por pura afobação, fez um pênalti desnecessário na linha de fundo em Apodi, que até pegaria o rebote de Fábio, mas estava sem ângulo para finalizar.
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Pênalti infantil cometido por Pirani em Apodi, totalmente sem ângulo — Foto: Reprodução / Premiere
Porém, os erros capitais de Diniz foram nas substituições no segundo tempo. Tendo Esquerdinha, um lateral-esquerdo no banco, o técnico preferiu improvisar com um atacante, que vem treinando de lateral-direito, no lugar de Pirani na esquerda quando ele teve cãibras. Alexandre Jesus já sofre com críticas da torcida e entrou mal, tanto na frente, onde não deu profundidade e caiu facilmente nas linhas de impedimento, quanto atrás, onde não mordia na marcação.
Mas a "cereja do bolo" foi Thiago Santos. Em tese, a substituição faria sentido por dois motivos: primeiro para recuperar o meio de campo após a saída de Martinelli, que estava mal e deu lugar a Keno; e segundo para ajudar nas bolas aéreas após a saída de Nino. Só que o volante foi muito mal nas duas funções: perdeu uma bola que tinha em seu controle no lance que originou o escanteio do segundo empate, e ainda largou a marcação de Alesson, autor do gol, na área no escanteio.
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Thiago Santos estava marcando Alesson e o largou no segundo gol do Goiás — Foto: Reprodução / Premiere
Na rápida entrevista coletiva, Diniz disse ter gostado da equipe no primeiro tempo. De fato, o Fluminense começou melhor e mandou no jogo durante 38 minutos. Foram quatro chances claras no período: além do gol de Cano no início, Lelê teve duas cabeçadas com perigo em dois escanteios, aos 10 e aos 29; e um chute para fora aos 38.
Scout - Goiás x Fluminense
| Quesito | Goiás | Fluminense |
| Posse de bola | 43% | 57% |
| Finalizações | 22 | 11 |
| Chances de gol | 8 | 7 |
| Desarmes | 25 | 17 |
| Precisão nos passes | 79% | 85% |
| Faltas cometidas | 15 | 23 |
| Escanteios | 6 | 7 |
| Impedimentos | 5 | 1 |
Fonte: ge
Até então, o Goiás só tinha tido uma única chance, com Matheus Peixoto aos oito minutos, em chute para fora de dentro da área. Mas na reta final o Esmeraldino não só empatou, como teve duas chances com Morelli: uma cabeçada para fora aos 39 e um chute em que Fábio fez grande defesa no cantinho aos 42, segundos antes de Apodi sofrer o pênalti.
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Lelê foi uma das poucas coisas positivas a se tirar do jogo — Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC
No segundo tempo, o Fluminense conseguiu sair em vantagem mais uma vez no primeiro minutos, com um golaço de Lima, e retomou o controle. Teve chance de ampliar em um chutaço de Guga em que Tadeu espalmou na trave aos 16, e em cabeçada de David Braz aos 25. Mas a saída de Nino, machucado, fez o time sucumbir. E o Goiás teve várias oportunidades no chuveirinho: Bruno Melo aos 20, Matheus Peixoto aos 27, Guilherme aos 34... Água mole em pedra dura: até sair o gol de Alesson aos 39.
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Fluminense sucumbiu após a saída de Nino, machucado — Foto: Heber Gomes/AGIF
A vitória que o Fluminense buscava para voltar ao G-4 do Brasileirão e dar tranquilidade para a pausa da Data Fifa escapou por entre os dedos. Mesmo tendo ganhado uma posição na tabela, agora é o quinto colocado com 17 pontos, o empate teve sabor de derrota ao ver a disputa do título ficar cada vez mais distante. O campeonato agora vai parar por 10 dias na Data Fifa, e o Tricolor voltará a campo só no dia 21 contra o Atlético-MG, às 21h30 (de Brasília), no Maracanã.