Quanto ao desempenho do Verdão, que não vence há três rodadas no Brasileiro, Abel afirma que é preciso melhorar. O time perdeu mais uma oportunidade de encurtar a distância para o líder Atlético-MG, que empatou com a lanterna Chapecoense e está a 11 pontos de distância.
Abel Ferreira reclama do VAR em derrota do Palmeiras
Por Globo Esporte Quinta-Feira, 7 de Outubro de 2021
Abel Ferreira admitiu que o Palmeiras ficou devendo na derrota para o América-MG por 2 a 1, nesta quarta-feira, no Estádio Independência, mas ficou na bronca com a equipe de arbitragem do confronto.
Além de dizer que não deseja mais ter Leandro Vuaden apitando jogos do Verdão, o técnico ironizou o fato de o VAR não recomendar a expulsão do defensor Eduardo Bauermann, do América-MG, após cometer falta em Rony no início do segundo tempo. A Central do Apito também entende que o lance era para vermelho.
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Abel Ferreira antes da partida entre Palmeiras e América-MG — Foto: Fernando Moreno/AGIF
– O VAR chamou o senhor árbitro para os dois pênaltis (ao América-MG), devia chamar para a falta no Rony, que estava isolado, cara a cara com o goleiro. Eu não sou árbitro, uma pena que o VAR estava ocupado comendo pipoca e não viu o que todos viram. Teve interferência direta – reclamou.
– O VAR conseguiu ver os pênaltis com esse árbitro, que já é a terceira vez que apita jogo nosso. Nada contra ele, mas desejo que não apite mais nossos jogos. Contra o São Paulo ele não viu um pênalti contra o Luiz Adriano, nem o VAR, e hoje o vermelho que ele não deu em cima do jogador que fez a falta em Rony. Isso condiciona o resultado. Temos que melhorar, sim, mas há fatores que influenciam o resultado final. Há prestígio em jogo, dinheiro em jogo, muita coisa em jogo, então temos que ter uma arbitragem profissional, não amadora. Não faz sentido, neste nível, termos árbitros amadores.
– Temos muito espaço para treinar e melhorar, todos nós. E devemos fazer. Jogamos contra uma boa equipe, uma que vem de uma fase boa de resultados, que gosta de ter a bola. O América fez o que nós devíamos fazer com bola, fazer o que o Ademir fez, levar para o um contra um, assumir. Mas não tivemos capacidade de impor nosso jogo com bola, e temos qualidade para isso – completou.
– Fizemos o mais difícil que era sair na frente. Tivemos três situações para matar o jogo, não conseguimos definir. Depois de sofrer o gol tivemos que fazer as alterações, arriscamos colocando mais jogadores na frente. Tivemos nos pés do Veron e do Wesley oportunidades para fazer. E não vamos tirar o mérito do nosso adversário, trabalhou para fazer o resultado – concluiu.