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Análise: Fluminense domina do início ao fim e produz para golear o Corinthians

Por Globo Esporte   Quinta-Feira, 2 de Abril de 2026

Fluminense voltou da Data Fifa com boas notícias para comemorar. Nesta quarta-feira, o duelo contra o Corinthians prometia equilíbrio, mas bastaram poucos minutos para ver que não seria assim. Venceu que teve mais qualidade e cabeça no lugar — e não estamos falando só de tática. O placar de 3 a 1 reforça o posto de candidato ao título para a equipe de Luis Zubeldía e dá a sensação de que poderia ser uma goleada no Maracanã.

Houve duas partidas dentro de uma só. No 11 contra 11, a vitória do Fluminense passou por dois fatores: qualidade técnica para aproveitar brechas e leitura de jogo para explorar as falhas da defesa do Corinthians. No Maracanã, a equipe de Dorival Júnior se mostrou espaçada de maneira pouco compreensível. Diante de um adversário de bom toque de bola como o da equipe de Luis Zubeldía, esses corredores custaram caro. Kevin Serna foi o maior beneficiado, participando de dois gols.

A segunda veio no 11 contra 10. A equipe tricolor foi beneficiada pela falta de inteligência de Allan, que foi expulso por gestos obscenos — mas poderia receber o cartão vermelho por agressão no mesmo lance. Mas, sinceramente, poderiam ter 12 corintianos em campo que dificilmente venceriam o Fluminense nesta quarta-feira. Se não fosse pelo goleiro Kauê, veríamos uma goleada.

Entre as boas notícias, além do já citado Serna, que aproveitou bem a brecha deixada por Canobbio, temos o volante Hércules, que agora soma três gols nos últimos quatro jogos. Também a disputa direta por quem merece ser o centroavante titulares. John Kennedy e Rodrigo Castillo marcaram, com Cano voltando a atuar após cinco meses.

O próximo compromisso é contra o Coritiba, no sábado, no Couto Pereira, dando início a série de viagens desses 18 jogos em dois meses. Se repetir a postura que teve contra o Corinthians, tem enormes chances de voltar para o Rio de Janeiro com um bom resultado.

John Kennedy - Fluminense x Corinthians - Brasileirão — Foto: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.

John Kennedy - Fluminense x Corinthians - Brasileirão — Foto: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.

Tirando um chute de Allan aos cinco minutos do primeiro tempo, o Corinthians em nada assustou ao Fluminense. Nada. Na verdade, dá pra dizer que a etapa inicial no Maracanã foi surpreendente para os comandados de Luis Zubeldía devido a passividade do adversário. Desorganizado, os paulistas deixaram muitos espaços entre as suas linhas defensivas, o que resultou em 45 minutos de almanaque dos tricolores.

O Fluminense explorou bem a desconexão dos três setores do campo: entre o ataque e o meio-campo, a pressão alta do Corinthians não surtia efeito e Lucho Acosta e Martinelli aproveitaram. Também foi clara a deficiência nas costas da zaga do Corinthians, que jogava em linha alta, mas não conseguiu pressionar e pouco se preocupava com a cobertura. Nos dois gols, Kevin Serna encontrou o melhor caminho para fazer a equipe tricolor marcar.

Os dois gols do primeiro tempo foram aproveitados essas brechas. No primeiro, o lançamento de Renê encontrou Serna no mano a mano com Gabriel Paulista. Bastou um toque de qualidade para tirar o zagueiro do Corinthians da jogada e correr com liberdade. Quando a marcação chegou, tocou para John Kennedy concluir para as redes.

Já o segundo gol do Fluminense deixa ainda mais explícito esses espaços e como era possível aproveitá-los. Numa troca de passes simples, que começou com Freytes saindo da caótica pressão alta do Corinthians, Serna teve quase 50 metros para arrancar, sair antes do meio-campo e parar de frente para o goleiro na grande área. A bola bateu na trave e voltou para Hércules ampliar.

 

Hércules - Fluminense x Corinthians - Brasileirão — Foto: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.

Hércules - Fluminense x Corinthians - Brasileirão — Foto: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.

As três mudanças do Corinthians no intervalo mostraram bem a superioridade tricolor no primeiro tempo. Lingard, Matheus Pereira e Angileri entraram. Pelo lado do Fluminense, a missão era evitar o que vinha acontecendo nos últimos jogos: ritmo cair, dar espaços para o adversário e acabar sendo encurralado. Allan não deixou isso ser avaliado.

Numa expulsão de pouca inteligência, o volante do Corinthians anulou qualquer chance de reação da sua equipe. Aqui, vale a pontuação para a arbitragem: Lucho Acosta não fez nada no lance para receber o cartão amarelo que o suspende da próxima rodada. Já Allan poderia ser expulso por três tentativas de agressão, mas recebeu cartão vermelho por fazer um gesto obsceno.

Se no 11 contra 11 já existia superioridade, contra 10 ficou ainda melhor para o Fluminense, que produziu o suficiente para construir uma goleada. Lucho Acosta, Samuel Xavier, Savarino e Soteldo foram alguns dos nomes que pararam nas defesas de Kauê ou em chutes muito próximos do gol.

Rodrigo Castillo marcou, mas o placar de 3 a 0 seguiu sendo mentiroso para o que foi produzido. O gol sofrido no fim, ainda mais.

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