Gestão Dinaldo gasta com contratados e comissionados, em 1 ano, quase R$ 15 milhões a mais que administração passada em 2016
Por Vicente Conserva Domingo, 4 de Fevereiro de 2018
A Gestão Dinaldo Filho terminou 2017 acumulando gastos excessivos com folha de pessoal. O Portal 40 Graus fez levantamento minucioso a partir de informações contidas no Sagres, programa de gastos do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba(TCE-PB), com relação aos gastos comparativos entre administrações recentes em Patos referentes a cargos comissionados e prestadores de serviço. Foram quase R$ 15 milhões a mais que em 2016.
Os números são alarmantes e revelam que a administração Dinaldo vem tendo gastos acima do normal com as duas modalidades de contratação de funcionalismo público que dão uma pista de como o dinheiro público vem sendo mal empregado na atual gestão.
A atual administração fechou o ano tendo um gasto de R$ 112.570.436,31 com folha de pessoal. São R$ 14.752.611,56 a mais que a Administração Francisca(de janeiro a agosto de 2016) e quatro meses da administração Lenildo Morais(de setembro e dezembro de 2016 que somaram gastos de R$ 97.817.824,75.
Enquanto as duas gestões juntas gastaram R$ 21.565.565,11 com contratados e comissionados no mesmo ano analisado, a Gestão Dinaldo gastou nada mais nada menos que R$ 35.790.985,59 com as duas modalidades de contratação sem concurso publico, uma diferença de R$ 14.225.420,48. Ou seja, os gastos com os efetivos superaram pouco mais de R$ 500 mil em um ano, somando R$ 527.191,08.
O Sagres também revela que para pagamento desses valores fora da curva que o caixa administrativo possa suportar, foram necessárias muitas contratações sem concurso, um verdadeiro trem da alegria. A Gestão Dinaldo terminou 2017 com 1.716 comissionados e prestadores de serviço, um recorde em números absolutos, visto que, tanto Lenildo quanto Francisca não chegaram nem perto no número de contratações num só ano.
Francisca Motta terminou sua gestão em agosto de 2016 tendo no quadro da Prefeitura 932 servidores contratados sem concurso público, sendo 396 comissionados e 536 contratados.
Já Lenildo Morais terminou sua curta gestão empregando 338 comissionados 529 prestadores de serviço. Ou seja, as duas administrações juntas, em um ano(2016) não tiveram gastos tão elevados com estes tipos de contratações. Foram gastos R$ 9.948.405,25 com comissionados em 2016, enquanto Dinaldo pagou R$ 16.550.431,95 em 2017.
Já com prestadores de serviço foram alocados bem mais recursos públicos para suportar o trem da alegria dos apadrinhados. Em 2017 foram gastos R$ 19.240553,64, enquanto que em 2016 foram R$ 11.617.159,86.
No levantamento com gastos excessivos com folha de pessoal, é possível perceber que no mês de maio o número de contratos por excepcional interesse público chegou ao seu ápice com – 1.213 contratados com gastos de R$ - 1.974.441,68.
Veja abaixo os dados comparativos entre as três gestões.
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