[Apex/Futura] Mais uma pesquisa atesta vantagem de 4,7 pontos de Lula no 2º turno e queda de Flávio Bolsonaro
Por Brasil 247 Sexta-Feira, 22 de Maio de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança em todos os cenários de primeiro turno testados pela pesquisa Futura/Apex divulgada nesta sexta-feira (22). Os dados foram publicados originalmente pela CNN Brasil e indicam vantagem de Lula tanto contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) quanto diante da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
No principal cenário apresentado pelo levantamento, Lula registra 42,7% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 35,6%. A disputa é seguida por um grupo de candidatos tecnicamente empatados dentro da margem de erro. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), aparece com 3,9%, seguido pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 3,3%.
Na sequência, surgem Renan Santos (Missão), com 1,7%; Cabo Daciolo (Mobiliza), com 1%; Augusto Cury (Avante), com 0,9%; e Aldo Rebelo (DC), com 0,4%. Os votos brancos, nulos e eleitores que afirmaram não votar em nenhum candidato representam 7,8%, enquanto 2,8% dos entrevistados disseram estar indecisos.
A pesquisa também simulou um cenário sem Flávio Bolsonaro. Nesse caso, Lula amplia a liderança e alcança 39% das intenções de voto. Romeu Zema aparece em segundo lugar, com 13,3%, seguido de perto por Ronaldo Caiado, que marca 13,1%.
Os demais nomes testados nessa configuração foram Renan Santos, com 3,1%; Cabo Daciolo, com 2,9%; Augusto Cury, com 2,6%; e Aldo Rebelo, com 1,6%. Brancos, nulos e ninguém somam 18,3%, enquanto os indecisos chegam a 6,1%.
Em outro cenário avaliado pela Futura/Apex, Michelle Bolsonaro substitui Flávio Bolsonaro como representante do PL. Lula permanece na dianteira, com 40% das intenções de voto. Michelle aparece em segundo lugar, com 27,4%.
Nesse mesmo cenário, Romeu Zema registra 13,3%, enquanto Ronaldo Caiado tem 13,1%. Augusto Cury e Renan Santos aparecem empatados com 2% cada. Cabo Daciolo soma 1,3% e Aldo Rebelo registra 0,4%. Os votos brancos, nulos e ninguém totalizam 9,7%, e 3,1% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar.
De acordo com a metodologia divulgada pelo instituto, foram entrevistados 2 mil eleitores em 878 cidades brasileiras entre os dias 15 e 20 de maio. As entrevistas ocorreram por telefone. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi financiada pela própria Futura/Apex e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06529/2026.
Lula lidera e Flávio Bolsonaro cai 4,7 pontos no 2º turno, diz Apex/Futura
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a liderar a simulação de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), após uma queda de 4,7 pontos percentuais do parlamentar em relação ao levantamento anterior.
O estudo foi realizado entre os dias 15 e 20 de maio, período posterior à divulgação das mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, no contexto do chamado caso Master. Ao todo, 878 pessoas foram entrevistadas. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.
Na rodada anterior, divulgada em 11 de maio, Flávio Bolsonaro aparecia com 46,9% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 44,4% de Lula, configurando empate técnico. Agora, o cenário mudou: Lula soma 47,7%, enquanto o senador registra 42,2%, colocando o presidente à frente além da margem de erro.
O levantamento também mostrou alteração no cenário de primeiro turno. Lula cresceu de 38,3% para 42,7%, alcançando o limite da margem de erro. Já Flávio Bolsonaro oscilou negativamente, passando de 36,1% para 35,6%.
A pesquisa ainda investigou o impacto do caso Master sobre o eleitorado. De acordo com os dados, 82,1% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento do escândalo envolvendo o banco. Além disso, 67,1% disseram estar cientes das mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
Apesar da ampla repercussão do episódio, apenas 13,5% dos entrevistados afirmaram que o caso pode provocar mudança em sua intenção de voto.