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Falta de chuvas amplia áreas em situação de extrema seca

Por Jornal da Paraíba   Segunda-Feira, 30 de Outubro de 2017

O prolongamento do período de estiagem devido a falta de chuvas na Paraíba está refletindo na expansão de áreas em situações consideradas de extrema seca, conforme revela o quadro apresentado pelo monitor das secas da Agência Nacional das Águas (ANA), que realiza o monitoramento da condição climática na região do Nordeste. 

De acordo com o mapa, a situação no último trimestre avançou sobre as áreas do estado. As áreas mais afetadas pelo prolongamento da estiagem foram às regiões do Agreste, Sertão e Alto Sertão. 

O especialista em Recursos Hídricos, Isnaldo Cândido, explica que a expansão de áreas em situações consideradas de extrema seca durante esse período é normal em decorrência da falta de chuvas. “Há mais de cinco anos a região do nordeste não tem um período regular de chuvas em suas regiões interioranas e a realidade da Paraíba neste cenário não se difere. A condição crítica durante o segundo semestre do ano é sempre pior por causa da ausência das precipitações pluviométricas em  intensidade,  igualmente ocorre nos primeiros meses do ano. O que passamos hoje é uma consequência natural dos últimos anos, associada às dificuldades hídricas de cada região”, comentou. 

Isnaldo Cândido revelou que ainda não há uma previsão de mudança sobre o cenário para o próximo ano e ressaltou a preocupação com a condição hídrica dos reservatórios no estado. “Ainda não existe nenhuma previsão de mudança sobre o cenário para o próximo ano, alguma informação deve ser divulgada nos próximos meses, no entanto, a preocupação persiste porque a condição hídrica de grande parte dos reservatórios no estado é crítica. Esperamos que o comportamento do inverno seja diferente dos anos anteriores, porque a mudança da realidade só tem como ocorrer com a chegada das chuvas sobre as regiões afetadas”, concluiu. 

De acordo com os dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (AESA), dos 127 reservatórios monitorados pelo órgão estado, 89 estão com o volume hídrico 20% abaixo de sua capacidade. Outros 36 estão com a capacidade acima de 20% e apenas dois estão sangrando. Os números correspondem a última atualização do relatório de monitoramento nos reservatórios realizada este mês.

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