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Paraíba registra 320 novos casos de câncer de intestino em 2018; mulheres são mais afetadas

Por Jornal da Paraíba   Sábado, 28 de Setembro de 2019

Em 2018, a Paraíba registrou 320 novos casos de câncer de cólon e de reto, subdivisões do câncer de intestino, de acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Só em João Pessoa foram 110 casos. As mulheres são mais afetadas: elas representam 56% dos casos. Este é o terceiro tipo de tumor mais frequente em homens e o segundo entre as mulheres.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), apesar de ser mais comum em pacientes a partir de 65 anos, o registros mostram o avanço do quadro entre os jovens. Mas a organização alerta que 90% dos casos se origina de um pólipo benigno, que pode ser tratado e curado antes de se tornar um tumor maligno.

Tendo em vista que este tipo de tumor pode ser prevenido com alimentação adequada, prática regular de atividade física e check-ups anuais, a organização lançou uma campanha para estimular a prevenção.

Caminhada de alerta

Em João Pessoa, a ‘Caminhada Sinal Verde pra Saúde’ marca o Setembro Verde no domingo (29).  A concentração começa às 7h do Busto de Tamandaré com distribuição de água e frutas. A preparadora física Priscila Cartaxo vai fazer o ‘esquenta’ para os participantes. Os participantes vão sair em caminhada até a Fundação José Américo de Almeida, no Cabo Branco, e retornam até o Busto de Tamandaré.

Para participar, é preciso doar uma lata de leite, que será trocada pelas camisetas que vão ser usadas no evento. A aquisição acontece no local e horário do evento. Toda a doação vai ser repassada para o Hospital Napoleão Laureano.

Monitoramento e tratamento

Sangue nas fezes é o principal sinal de alerta para o câncer colorretal, mas também podem surgir alterações no hábito intestinal (diarreia, intensa vontade de evacuar ou intestino lento), cólicas ou dores abdominais, dor na região anal, fraqueza, quadros de anemia e emagrecimento intenso.

Os médicos recomendam o início do monitoramento preventivo aos 50 anos. Um exame simples e de baixa custo avalia a presença de sangue oculto nas fezes. Mas também é possível realizar o exame de colonoscopia. Se houver histórico na família, esse rastreamento deve ser iniciado antes, de acordo com a recomendação do coloproctologista.

E se o tumor for identificado, o câncer colorretal tem tratamentos cada vez mais modernos e efetivos para cada perfil de paciente. Tumores menores pode ser ser retirados por colonoscopia e ressecções locais dos tumores. Já os maiores e em estados avançados também contam com opções cirúrgicas, como a laparoscopia robótica ou as cirurgias abertas. Há ainda outras opções de tratamento como a radioterapia e a quimioterapia.

Prevenção

O principal aliado para evitar o câncer de intestino é uma vida mais saudável, evitando alguns fatores de risco, como alimentação deficiente em fibras e rica em carne vermelha, processados e industrializados, obesidade, sedentarismo, tabagismo e alcoolismo.

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