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Percepção da economia melhora entre os mais pobres

Por G1    Quarta-Feira, 10 de Julho de 2024


Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (9) indica uma melhora na percepção sobre a economia entre os que ganham até 2 salários mínimos.

Nesse grupo, a parcela dos eleitores que avaliam que a economia melhorou nos últimos 12 meses foi de 33%, em maio, para 37% em julho. A que vê uma piora nesse período foi de 28% para 24%. A margem de erro é de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Essas variações fazem com que a percepção de melhora na economia tenha ficado 13 pontos acima da de piora, uma diferença que não era alcançada desde outubro de 2023, primeiro ano do atual governo. Em fevereiro de 2024, os dois grupos (os que veem melhora e os que veem piora) chegaram a ficar empatados tecnicamente nessa faixa de renda.

Nas outras duas faixas de renda pesquisadas (de 2 a 5 salários mínimos e mais de 5 salários mínimos), a percepção de que a economia piorou nos últimos 12 meses segue maior.

O mesmo acontece no conjunto da população:

 

  • Para 36%, a economia piorou nos últimos 12 meses (era 38% em maio);
  • Para 28%, a economia melhorou (era 27%);
  • Para 32%, ficou do mesmo jeito (era 32%);
  • 4% não sabem ou não responderam (era 3%).

 

O levantamento mostra ainda que:

 

  • 63% dos eleitores avaliam que o poder de compra dos brasileiros é menor do que comparado um ano atrás (era 67% em maio);
  • 61% que o valor das contas de água e luz subiu no último mês (era 62%)
  • 44% considera que o preço dos combustíveis nos postos de gasolina subiu no último mês (era 48%);
  • 70% têm a sensação de que o preço dos alimentos nos mercados subiu no último mês (era 73%).

 

A pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, ouviu 2 mil pessoas com 16 anos ou mais em 120 municípios entre os dias 5 e 8 de julho. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro para o conjunto da população é 2 pontos para mais ou para menos.

 

 

 

 

Expectativa futura para economia

 

A pesquisa também pergunto qual a expectativa dos eleitores em relação à economia brasileira para os próxims 12 meses

 

  • 52% acham que vai melhorar (eram 48% em maio);
  • 27%, que vai piorar (eram 30%);
  • 18%, que vai ficar do mesmo jeito (era 19%);
  • 4% não sabem ou não responderam (eram 3%).

 

 

Lula x Campos Neto e dólar

 

A pesquisa também perguntou se os eleitores concordam ou não com as críticas de Lula à política de juros do Banco Central - o presidente da República vem há semanas fazendo ataques ao presidente da instituição, Roberto Campos Neto, e ao nível da Selic, a taxa básica de juros da economia, que é definida por ela.

Segundo o levantamento, 2/3 dos eleitores dizem concordar com Lula e pouco menos de 1/4, discordam.

 

O levantamento também perguntou se Campos Neto tende a usar critérios técnicos na condução do Banco Central. Para 53% dos eleitores, sim. Para 28%, não. 19% disseram não saber ou não responderam.

A pesquisa também perguntou aos eleitores se declarações de Lula são o principal motivo para a alta recente do dólar - alguns analistas atribuem às críticas do presidente ao Banco Central a disparada da cotação da moeda americana, que acumula alta de 6% desde maio e 14,75% desde o início do ano.

Uma parcela maior dos eleitores (53%) avalia que as declarações de Lula não são a principal causa. Cerca de 1/3 (34%), entretanto, dizem que sim. E 13% não sabem ou não responderam.

Para 70% dos eleitores a recente alta do dólar vai afetar o preço dos alimentos e dos combustíveis no Brasil (18% acreditam que não e 7% não sabem ou não responderam).

Para 70% dos eleitores a recente alta do dólar vai afetar o preço dos alimentos e dos combustíveis no Brasil (18% acreditam que não e 7% não sabem ou não responderam).

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