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Estudo vê que Aedes pode nascer já com zika ou chikungunya

Por Jornal Nacional   Sábado, 24 de Fevereiro de 2024

Pesquisadores da Universidade Federal de Goiás descobriram um complicador no combate à transmissão do vírus da zika e da chigungunya.

A pesquisa usou ovos de mosquitos de sete regiões diferentes de Goiânia. Eles foram coletados em armadilhas e placas instaladas pela Vigilância Sanitária. O material foi levado para o laboratório de genética molecular da Faculdade de Biologia da Universidade Federal de Goiás.

 

“Foram quatro etapas. A gente recebeu os ovos, a gente adicionou água até a eclosão das larvas. Em seguida, ela se transformou em pulpas até a eclosão do mosquito. Demora em torno de sete dias”, explica Diego Michel Fernandes da Silva, pesquisador da UFG.

Depois, as espécies de mosquitos foram identificadas e a pesquisa seguiu só com amostras de 1.570 fêmeas do aedes aegypti, transmissoras dos vírus da dengue, zika e chikungunya.

Até hoje, o que se pensava é que o mosquito só transmitia zika ou chikungunya depois de picar uma pessoa infectada. Mas a pesquisa veio mostrar que o aedes aegypti já pode nascer com os vírus dessas doenças.

Pesquisa mostra que o aedes aegypti já pode nascer com os vírus da zika e da Chikungunya — Foto: JN

Pesquisa mostra que o aedes aegypti já pode nascer com os vírus da zika e da Chikungunya — Foto: JN

Os cientistas examinaram inseto por inseto e descobriram que nenhum deles nasceu com dengue, mas 20 tinham o vírus da chikungunya e dez estavam com o da zika, mesmo sem ter tido contato com humanos contaminados. É a chamada transmissão vertical.

 

“É a transmissão direta do vírus da fêmea para sua prole. É como se o ciclo da transmissão agora fosse mais rápido. Ele interrompe o fato de precisar encontrar um hospedeiro infectado. Assim que o inseto encontra, na sua fase adulta, ele já está competente para transmitir o vírus para outras pessoas”, explica Juliana Santana Decurcio, pesquisadora da UFG.

 

A pesquisa foi publicada nesta sexta-feira (23) na revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. O objetivo dos biólogos é ajudar no trabalho de combate ao mosquito.

 

“A estratégia agora é focada nos ovos e nas larvas, não apenas no mosquito. Quebrar essa transmissão de ovos infectados agora com o vírus”, afirma Lívia do Carmo Silva, pesquisadora da UFG.

 

Os pesquisadores reforçam que a melhor forma de controle do aedes aegypti ainda é evitar locais com água parada, verificar os vasos de planta, caixas d'água e qualquer local que possa ser de criadouro para o mosquito.

Casos de zika e chikungunya registrados no Brasil em 2024 — Foto: JN

Casos de zika e chikungunya registrados no Brasil em 2024 — Foto: JN

Só em 2024, já foram registrados, em todo Brasil, 867 casos prováveis de zika e mais de 42 mil de chikungunya, com nove mortes confirmadas e 47 em investigação.

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