Rodovia iniciada no Governo Getúlio seria solução para encurtar distância entre Teixeira e São J. do Bonfim
Por Patosonline Sexta-Feira, 9 de Dezembro de 2022
Tendo seu trajeto pensado e elaborado ainda na década de 20 (1925), a possibilidade de um traçado subindo a Serra de Teixeira usando um percurso menor, sem ladeiras acentuadas e reduzindo as curvas podem finalmente deixar de ser um sonho.
Segundo José Gomes, bancário aposentado e fazendeiro na região das espinharas, o projeto inicial foi desenvolvido em 1925 tinha como objetivo interligar os estados do Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, justamente por esse traçado, passando por Teixeira, São José do Bomfim e Patos aqui na Paraíba, integrando a BR 110, seguindo para Caicó e Mossoró no RN e de lá seguindo até Fortaleza no estado do Ceará.
Gomes explicou que esse traçado inicial foi feito em 1925 ainda pelo órgão federal, Instituto Federal de Obras Contra a Seca-IFOCS que antecedeu o DNOCS, que por sua vez antecedeu o DNIT. Esse trajeto foi escolhido, segundo ele, porque foi levado em conta o menor percurso entre Pernambuco e Rio Grande do Norte, passando pelo “cinturão” formado pelo mapa geopolítico do Estado da Paraíba (parte central do estado da PB que também é centro geográfico do Nordeste), que fica justamente aqui na região de Patos, proporcionando um trajeto mais curto interligando os referidos estados.
Uma vez definido o traçado daquela rodovia que deveria ser a principal ligação entre estado do Nordeste e outras unidades da federação produtoras de grãos encravadas nas regiões do Centro-oeste, Sudeste e Sul do País, as obras foram inclusive iniciadas com a topografia e construção das obras d’artes e cortes das encostas adequando o relevo ao propósito do projeto.
Esta obra foi abandonada em 1933 em retaliação ao assassinato de João Pessoa pelo advogado João Dantas que servia aos interesses do Coronel Zé Pereira, ferrenho opositor das políticas públicas do então presidente Getúlio Vargas. A BR 110 que tem seu Km 0 na cidade de Areia Branca/RN e termina na cidade baiana de Catu.
Acontece que no trecho que compreende a Serra de Teixeira o traçado da estrada original não permite a homologação em função dos desníveis e curvas fora do padrão adotada pelo DNIT. O impasse foi resolvido através de um convênio que transfere a responsabilidade de manutenção e fiscalização do trecho entre a cidade de Patos e o limite estadual PB/PE a cargo do governo da Paraíba com denominação PB 262.
A solução encontrada resolveu um problema político, porém criou um enorme problema operacional uma vez que o número de acidentes no trecho inviabilizou o acesso de veículos atrelados e transportadores de grandes volumes de carga, desta forma o que deveria ser um estímulo ao desenvolvimento da região passou a ser um limitador do tráfego.
Veja abaixo imagens da estrura preparada para há décadas onde deveria passar aestarda:








A POSSIBILIDADE DE CONSTRUIR APROVEITANDO O ANTIGO TRAÇADO
José Gomes disse que a execução desse projeto nos dias atuais é perfeitamente exequível, já estando pronto inclusive a parte mais onerosa do que seria a adequação aos parâmetros de uma rodovia federal. O traçado é muito mais seguro, curto e fácil de ser executado. Ele disse ainda que procurou prefeitos e políticos da região estimulando-os a abraçar o projeto que certamente levará o Estado da Paraíba a assumir o protagonismo de ser o centro geográfico do nordeste brasileiro servido por uma malha rodoviária extremamente bem projetada e entroncamento das riquezas transportadas pelo modal rodoviário.
Dos políticos que receberam o projeto, a ex-prefeita de São José do Bonfim, Rosalba Mota e o atual prefeito Esaú Nóbrega, foram a mais interessados. Rosalba, por exemplo, disse que vai tentar fazer uma frente política e tentar buscar recursos para tentar tirar essa obra do papel, já que ficou entusiasmada com a possibilidade de uma rodovia que iria oferecer mais segurança para os usuários, já que seria a mesma nos padrões federais. Isso iria diminuir em muito o risco de acidentes e consequentemente poupar vidas e impulsionar o crescimento econômico de toda nossa região.
