Vereador tenta inviabilizar São João de Patos, mas Ministério Público aprova modelo do evento
Por Redação 40 Graus Segunda-Feira, 20 de Junho de 2022
Após tentativa de impedir a inauguração da UPA do Jatobá na cidade de Patos, mais um vereador de oposição causou polêmica ao tentar acabar com uma área que serve para captação de recursos como forma de bancar o São João de Patos, o que inviabilizaria o evento segundo a organização.
O Ministério Público Estadual arquivou a Notícia de Fato do vereador sargento Patrian Júnior, que por meio de sua assessoria, apresentou denúncia em desfavor do São João da cidade que há três anos não era realizado, sob alegação que a Área VIP do Terreiro do Forró, que fica em frente ao palco, estaria causando prejuízo ao público.

O promotor acabou arquivando. Em uma de suas alegações, o promotor disse que “o acesso privilegiado à área visa, tão somente, angariar recursos para custear o próprio evento, consoante citado alhures”. Portanto, promoveu o arquivamento pelo descabimento da Notícia de Fato.
Um dos representantes da empresa realizadora do evento, Coolab Creative, Wescley Barbosa, explicou que a Área VIP do evento comporta apenas 4 mil pessoas, e portanto, não existe prejuízo algum ao público que irá utilizar o espaço do Terreiro do Forró destinado para as pessoas que não pagarão nada para acompanhar os shows, algo em torno de 50 mil pessoas, conforme cálculo feito pelo Corpo de Bombeiros”, explicou ele.
“Pelo espaço destinado esse ano, dá a impressão que está maior que em anos anteriores, mas não. É o mesmo espaço em metros quadrados. O que mudou foi apenas o layout feito pela empresa. Não há prejuízo algum para o público em geral. Todos assistirão aos shows com ampla visão do palco, que é espetacular, e dentro dos padrões dos maiores eventos do país”, disse ele.

O próprio Termo de Ajustamento de Conduta assinado no Ministério Público, entre as partes interessadas, já previa a destinação de tal espaço explicando, em detalhes, todo o formato do evento, sendo aprovado como tal.
Caso uma área como esta fosse invalidada, inviabilizaria o evento por se tratar de uma forma de captação de recursos do São João que tem um custo próximo dos R$ 7 milhões. A Prefeitura tem um patrocínio próximo dos 2 milhões de reais. O resto é de responsabilidade da empresa procurar patrocinadores que banquem o evento.
Segundo cálculos da administração municipal, o cancelamento de tal evento traria um prejuízo imensurável para cidade, e ainda para mais de 300 famílias que trabalharão no festival junino.
“Estima-se que o prejuízo com a não realização do São João traria um prejuízo aos barraqueiros na ordem de quase meio milhão de reais. Além do seguimento de barraqueiros, envolvem todas as pessoas que participaram e participam desde a montagem e desmontagem de som, palco, estruturas de camarote, área VIP, segurança, etc. As pessoas que trabalharão no São João sentem medo de mais uma vez serem prejudicadas com os atentados ao festival. “Querem arruinar com o sustento da gente” afirma Dona Nevinha, barraqueira há mais de 14 anos, no Município de Patos.
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