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Fechamento do Matadouro de Patos começa a causar prejuízos à economia local

Por Vicente Conserva - 40 Graus   Sexta-Feira, 8 de Abril de 2022

Com o fechamento desde o último sábado, dia 2 de abril, do Matadouro Municipal de Patos, principal e praticamente único local de abate de animais de grande porte na cidade, já é possível começar a calcular os prejuízos causados à economia local, a comerciantes, bem como aos patoenses de uma forma geral que compram carnes no Mercado Juvino Lilioso, frigoríficos e açougues.

O local foi fechado por determinação judicial diante de irregularidades na sua infraestrutura. A ação foi movida pelo Ministério Público Estadual (MPE) em 1998 que pedia adequações de espaços, porém, várias gestões vinham fazendo remendos.

A Procuradoria do Município de Patos recorreu da decisão do fechamento na instância local, alegando que magistrada não levou em consideração diversos aspectos, dentre eles que, no ano passado o matadouro público municipal passou por melhorias corrigindo muitos dos pontos apontados na última inspeção. Foram realizadas melhoras no curral, reservatórios para limpeza, impermeabilização das bancadas e paredes, adequação na câmara fria, etc, porém, até esta sexta-feira, dia 08, o poder judiciário ainda não havia se posicionado sobre o pedido da gestão municipal.

Ele ainda destacou que os reflexos negativos da Decisão Judicial são indiscutíveis e já afetam, sobremaneira, a economia, mas, sobretudo, à saúde pública e a ordem social do Município, uma vez que o número de abates clandestinos aumentará, pois, quando do abate realizado no matadouro público os animais passam por inspeção veterinária para verificar zoonoses nos animais, além de que o abate clandestino não dá condições de higiene a população e não se é respeitado os direitos dos animais.

Tanto trabalhadores como marchantes do Mercado da Carne dizem que existem falhas estruturais no local que estão em descumprimento com as normas técnicas, como por exemplo local apropriado para abrigar os animais e algumas adequações na estrutura e no funcionamento do espaço, além de outras exigências.

No entanto, a médica veterinária Milena Áquila uma das profissionais do local contesta: “O matadouro dispõe de três médicos veterinários que executam a inspeção das carnes evitando, assim, que carcaças com doenças zoonóticas sejam destinadas ao comércio local para consumo humano, como a tuberculose que é frequentemente identificada no ato da inspeção, sendo essas carcaças condenadas para evitar que sejam destinadas ao consumo humano, promovendo proteção à saúde dos consumidores. Esse ato, só é possível, quando o médico veterinário está presente, pois é o único profissional capacitado para tal reconhecimento, coisa que não acontecerá com os abates clandestinos”.

Enquanto isso, cerca de 50 trabalhadores que dependem desse trabalho estão parados e preocupados com a situação. Um deles relatou que estas pessoas dependem exclusivamente do funcionamento do Matadouro para sua sobrevivência. “É uma situação difícil. Faz tempo que os responsáveis sabem dos problemas, mas ficam enrolando, enrolando e deu nisso. Aí a gente é quem sofre!”, relatou o trabalhador que pediu para não ser identificado.

O marchante Mamulengo disse que o prejuízo existe e que é preciso o quanto antes a Prefeitura dá uma solução. Ele falou que se o Mercado Público tiver de pegar carne em outros municípios, que inclusive aceitaram abastecer a cidade, o preço da carne poderá ter um aumento significativo, o que prejudicaria a população como um todo.

E foi o vereador Wila da Farmácia que levou tal preocupação à tribuna da Câmara. Ele disse que com o fechamento do local, a qualidade da carne que entra no Mercado de Patos-PB, é no mínimo duvidosa. “Onde essa carne está sendo abatida? ”, indagou o vereador do Pros. “Existem informações que estão abatendo o gado as margens das rodovias. ”, revelou Zé Gonçalves, destacando ainda preocupação, também, com a situação dos trabalhadores do Matadouro Público interditado.

De acordo com a COORDECOM, “as melhorias já estão sendo feitas e em breve ele deverá ser reaberto”.

“O fechamento do Matadouro de Patos é ruim para todos. O local precisa de serviços que podem ser feitos rapidamente, mas infelizmente a dificuldade existe. Os currais com altos buracos no Matadouro, os bois não descansam, porque infelizmente a entrada do Matadouro dificulta”, declarou um trabalhador do local.

O secretário de Agricultura do Município de Patos, Ferré Maxixe, disse que, por enquanto, estão sendo realizados serviços apenas de paliativos até que se contrate uma empresa por licitação para obras estruturantes.

“A reforma deve girar em torno de um milhão de reais. O curral é uma emergência, mas deve ser melhorado. Tem que ser feita uma murada, climatização em alguns pontos do abate, tem que ter elevação dos animais abatidos, um forno amplo…isso será colocado no processo de licitação para contratação da empresa para realizar as melhorias”, relatou Ferré.

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