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Homem morre por Covid-19 em Patos mesmo tendo tomado duas doses da vacina

Por Vicente Conserva - 40 Graus    Sexta-Feira, 14 de Janeiro de 2022


Um homem de 55 anos perdeu a vida em Patos nesta quinta-feira, dia 13, vítima de Covid-19, mesmo tendo tomado as duas doses da vacina. A informação foi confirmada pela direção do Complexo Hospitalar Regional de Patos.

Segundo ainda o noscômio, o cidadão não apresentava doenças aparentes nem tinha comorbidade.

Um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), segundo declaração da diretora da CDC, Rochelle Walensky, em 10 de janeiro, estima que 75% das mortes por Covid entre pessoas vacinadas ocorrem em indivíduos com ao menos quatro comorbidades. Desta forma, o estudo reforça a eficácia das vacinas contra a doença, o que Bolsonaro rotineiramente ataca. “Todas as pessoas [imunizadas] com efeitos graves [da Covid] tinham ao menos um fator de risco; 78% dos que morreram tinham ao menos quatro”, disse.

Portanto, o Ministério da Saúde orienta que todas as pessoas com mais de 18 anos que receberam imunizantes de duas doses voltem aos postos de vacinação para a terceira aplicação.

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A recomendação também vale para a vacina da Janssen, que era considerado de dose única. Todos os vacinados com esse imunizante devem tomar uma segunda dose dois meses depois da primeira. Cinco meses depois, devem retornar para tomar a terceira dose.

A necessidade de se testar a possibilidade da terceira dose da vacina contra covid-19 é trazer maior proteção contra a doença, se comparada com o esquema atual de duas vacinações (ou uma, no caso da vacina da Janssen), vem da chance de as novas variantes que surgiram trazerem o risco de novas ondas de infecção, mesmo em pessoas vacinadas com o esquema atual. É normal que a proteção inicial de uma vacina caia com o tempo, o que ainda está sendo estudado é se esta queda é suficiente para trazer novos risco para a população já vacinada.

A variante delta do coronavírus é capaz de escapar de todas as vacinas disponíveis quando elas ainda estão na primeira dose. E na população dos idosos, mesmo o uso de duas doses não confere uma proteção adequada contra esta nova variante, em parte pela capacidade do vírus de enganar o nosso sistema de defesa, e em parte pelo fato do sistema imunológico do idoso sustentar uma boa defesa por um tempo menor do que uma pessoa mais jovem. 

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Mesmo com vacinação avançada em torno de 98% dos patoenses vacináveis imunizados com a segunda dose, o novo boletim divulgado pela Vigilância Epidemiológica de Patos, mostra que os números de novos infectados continua subindo neste início de ano de forma vertiginosa. Nesta quinta-feira foram computados 101 novos casos da COVID, contudo o número de internações continua baixo e de mortes em patamares decrescentes com três óbitos neste mês de janeiro.

“O tempo está passando e os números são favoráveis, parece que estamos numa situação de mais controle do que meses atrás, e temos de atribuir isso ao processo de vacinação eficiente”, disse Fernando Gomes.

“Sabemos que os dados preliminares, com as primeiras vacinas aplicadas, eram num contexto organizado. Quando temos a aplicação no mundo real, sabemos que não há o carregamento eterno da imunização após a aplicação da vacina”, continuou. “Então, o contexto natural é se reforçar o sistema imunológico da população de uma forma organizada.”

“A linha de pensamento é: se eu estimulo o sistema imunológico com imunizantes diferentes, posso enriquecer a resposta, o próprio corpo contra o coronavírus”, falou o médico sobre a preferência da Pfizer como dose reforço.

Dose reforço contra Covid-19

Quem pode tomar

Adultos entre 18 e 59 anos

Intervalo

4 meses após a segunda dose

Qual vacina

Pfizer (preferencialmente)

COMO FUNCIONA A 3ª DOSE ?

Basicamente, ao sermos vacinados por qualquer vacina, o nosso organismo cria células de defesa ao serem estimulados pelos compostos vacinais. Essas células de defesa podem ser tanto aquelas criadas rapidamente para nos proteger, quanto aquelas que geram uma espécie de memória no nosso corpo, nos permitindo reconhecer a infecção toda vez que o microrganismo entrar em contato conosco. 

O problema é que, como vimos anteriormente, essas células de “memória” vão caindo de número com o tempo, principalmente nas pessoas mais idosas ou naquelas mais imunocomprometidas. E é para isso que as vacinas de reforço servem, para aumentar o número da população das células de memória e para permitir que os anticorpos que elas produzem para nos proteger sejam mais fortes ainda do que eram anteriormente. 

Riscos de internação

No entanto, ao contrário de Jair Bolsonaro, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu nesta quinta-feira (13) que a maioria dos internados com Covid-19 atualmente no país são de pessoas que não foram vacinadas contra a doença. “Aqueles que se internam nos hospitais e nas unidades de terapia intensiva, a grande maioria são indivíduos não vacinados”, disse Queiroga, segundo o UOL.

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O Ministro pediu, ainda, que a população procure tomar a segunda dose e a dose de reforço para evitar o aumento dos casos de Covid no país. “Países que estão fortemente vacinados, como o Brasil, têm mais possibilidade de passar pela variante ômicron e outras variantes que, por acaso, surjam desse vírus que tem grande capacidade de gerar mutações”, afirmou o ministro.

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