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Vereador diz que recebeu informações que têm profissionais em Patos que não sabem intubar no Regional

Por Vicente Conserva - 40 Graus   Quinta-Feira, 17 de Junho de 2021

O vereador Ramon de Chica Pantera (PSL) mostrou preocupação com o atendimento nas UTI’s para tratamento da COVID-19 do Complexo Regional de Patos-PB, especialmente com as intubações traqueais de sequência rápida.

“Fui informado que alguns profissionais não estão capacitados para tal procedimento e, ainda assim, o fazem. Isso é preocupante. Vou procurar o diretor Francisco pra me inteirar melhor sobre essa informação”, revelou o vereador do PSL, lembrando que grande parte dos internos que precisaram ser entubados desde o início da pandemia, morreram.

Escute o áudio:

Este não é o primeiro relato feito sobre o assunto. Dias atrás a redação recebeu informação de uma profissional questionando se realmente todos os médicos que estavam fazendo tal procedimento tinham curso preparatório para tal.

Até o momento, a direção do Hospital Regional nunca falou sobre o assunto.

Não há um número exato de quantos pacientes foram intubados no Regional e quantos sobreviveram. O certo é que Patos já perdeu 224 pessoas para Covid-19, mas não há números que revelem quantos destes morreram após serem intubados.

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Processo e Alívio

Especialistas afirmam que para um paciente grave de covid-19, com pulmão que perdeu a capacidade de oxigenar o sangue, a intubação pode aliviar as dores e ser a única esperança de sobrevivência.

Mas, no Brasil, o percentual alto de mortes entre os infectados que precisam de ventilação mecânica assusta: a média foi de cerca de 80% de fevereiro a dezembro de 2020, segundo dados de uma pesquisa inédita obtidos com exclusividade pela BBC News Brasil.

Ou seja, 8 em cada 10 pacientes intubados ao longo do primeiro ano de pandemia morreram. A mortalidade se manteve igual no primeiro e segundo semestre, o que mostra que o Brasil não soube aplicar de maneira eficaz as lições aprendidas sobre tratamento de pacientes com covid-19.

A título de comparação, a média mundial é de cerca de 50% de mortalidade. E, segundo os pesquisadores envolvidos nesse estudo, dados preliminares de 2021 mostram que a taxa de mortalidade brasileira deve piorar. Mas o procedimento é considerado de risco.

Sob o risco da intubação

Pacientes com covid-19 que precisam passar pelo procedimento em uma unidade de terapia intensiva (UTI) entram em estágio delicado da doença.

O especialista d Rodrigo Aires, médico anestesiologista do Hospital Santa Lúcia, detalha que a intubação é realizada com a colocação de um tubo de plástico pela boca até a entrada da traqueia, levando ar para os pulmões. “Então, o aparelho leva oxigênio de maneiras que o paciente não consegue fazer regularmente. Mas é complexo, pois demanda uma estrutura que tenha ventilador mecânico, que faz a troca dos gases, o aparelho de monitorização, que dá as informações cardíacas, de pressão e outras, além de bombas de infusão, que são pequenos aparelhos que administram a medicação em doses específicas, como um remédio para dormir com 5ml por hora, por exemplo”, detalha Rodrigo Aires.

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Dura alternativa

Esse é um processo que só é utilizado nos casos em que não há melhores alternativas para tratar os problemas pulmonares em decorrência do novo coronavírus, pois é invasivo para os pacientes e requer boa infraestrutura das unidades de saúde. Atualmente, a taxa de ocupação de leitos de UTI da covid-19 com suporte de ventilação mecânica está em 72,6%. Também são demandados profissionais especializados nesses casos, como os fisioterapeutas responsáveis pela movimentação do corpo enquanto o paciente está inconsciente.

Letalidade

Especialistas admitem que é mais complicado obter melhora em um paciente de UTI intubado do que uma pessoa na mesma unidade de terapia não submetida a esse tratamento. ;Quem é intubado tem entre 30% a 80% de letalidade, que é um grau elevado de mortes, mas cada um vai evoluindo no dia a dia, e a evolução vai se manifestando individualmente em cada caso;, explica David Urbaez, diretor científico da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal e infectologista do Laboratório Exame.

“É um procedimento invasivo, em que, além da parte básica, do tubo, da conexão, do respirador, a pessoa precisa ser induzida a uma sedação profunda, porque, conscientemente, não se tolera isso. Também há necessidade de relaxamento muscular com bloqueadores, que paralisam o músculo para que ele não coloque resistência a isso. É uma mistura de drogas para o paciente manter-se sedado e relaxado, com doses muito precisas. Então, ninguém quer que o paciente chegue a ser intubado, é um dos últimos pontos da evolução da gravidade”, detalha David.

Oxigenação

O procedimento de intubar um paciente é necessário em casos de complicações graves pelo novo coronavírus ou em outros quadros clínicos em que há insuficiência respiratória, ou seja, em que a oxigenação natural não se mostra suficiente e é preciso utilizar um suporte mecânico para isso. Na técnica, o paciente recebe medicações para manter-se inconsciente e imóvel, enquanto os médicos colocam um tubo de plástico pela boca até a entrada da traqueia, levando ar para os pulmões.

 

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