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Venezuelanos estão vivendo nas ruas de Patos e se transformam em problema social

Por Vicente Conserva - 40 Graus   Segunda-Feira, 31 de Maio de 2021

Buscando melhores condições, oportunidades e liberdade para viver, milhares de venezuelanos estão escolhendo o Brasil para refúgio e recomeçar a vida. Depois de perder o emprego e ver o país de origem entrar em estado de miséria, eles estão indo atrás de uma vida digna para eles.

Muitos entram pela fronteira mais próxima e passam algum tempo nos abrigos instalados pelo Governo Brasileiro em Boa Vista (RR). Alguns conseguem emprego em cidades maiores por meio da Operação Acolhida do Governo Federal.

Ocorre que hoje eles estão se espalhando por diversas cidades brasileiras, como Patos-PB, sem que haja um controle efetivo por parte dos diferentes governos que não conseguem mais absorver tanta gente.

E é onde vem residindo o maior problema. Passando ontem pelo centro de Patos percebi que se antes haviam poucos venezuelanos na cidade, na maioria homens de certa idade, agora já são várias famílias, com crianças de colo, espalhadas pelas ruas pedindo dinheiro.

Sem dominar a língua, eles confeccionam cartazes com a ajuda de munícipes de Patos com dizeres pedindo ajuda em dinheiro e comida para sobreviverem.

Descobriu-se que eles são índios da tribo Warao, da Venezuela.

Uma das mulheres que estão com crianças no Centro se apresentou como sendo Selena Pérez. Ela está vivendo juntamente com outras pessoas de sua mesma naturalidade. Ela apenas disse que no seu país de origem existe muito desemprego e fome.

Em determinado momento da conversa, a comunicação ficou um pouco difícil, tendo em vista que ela não entende português. Mas ela ainda deixou evidente que está passando dificuldades e que seu filho pequeno não tem sequer fraldas para usar.

Entidades se reuniram para discutir situação dos indígenas venezuelanos que se refugiam em Patos-PB. “Muitos estão desnutridos e a gente precisa estender a mão.”, revelou Irenaldo Pereira, da Ação Solidária Diocesana de Patos.

“Nós discutimos a formação de um comitê para acompanhar de perto essa situação”, informou a coordenadora do CREAS, Marcíllia Poncyana Félix.

Emprego viu, nem pensar. Eles estão nas ruas e não temos notícias onde eles passam as noites.

É um problema grave que começa a piorar e é necessário que o município abra os olhos para esta temática e busque soluções juntamente com a Câmara e diferentes órgãos.

Os nossos vizinhos não dominam a língua, não estão inseridos no Sistema único de Saúde, as crianças estão sem estudo. Moradia só Deus lá sabe onde vivem, sem falar na vulnerabilidade social.

E outra, muito provavelmente estão vivendo ilegalmente no país, pois se tratam de refugiados.

Ação da Prefeitura

A Prefeitura de Patos, por meio da Procuradoria Geral do Município, e a Secretaria de Desenvolvimento Social, participou de uma reunião, na manhã desta quinta-feira, dia 27 de maio, para montar estratégias de apoio para a situação dos índios da tribo Warao, da Venezuela, que estão nas ruas de Patos em situação de risco.

A reunião ocorreu com representantes da sociedade civil organizada, representantes do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) Geralda Medeiros, a Secretária de Desenvolvimento Social, Helena Wanderley e o Procurador do município, Alexsandro Lacerda, Ação Diocesana de Patos, Associação de Moradores, Centro Pop, Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, Conselho Tutelar Norte, Igreja Congregacional de Patos, Secretaria de Educação e Ação Solidária da Diocese.

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Na oportunidade, foram expostas sugestões para ações e articulações que ofereçam à garantia dos direitos da população indígena que está em Patos.

A coordenadora do CREAS, Marcíllia Poncyana Félix, afirmou que será construído um comitê que realizará reuniões frequentes para estreitar laços com o intuito de que as ações sejam efetivadas.

“Mesmo que essa população fique apenas alguns dias em Patos, nós precisamos acolher e entender qual a demanda que eles apresentam. A gente sabe que a população tem algumas dificuldades com relação ao entendimento da própria cultura desse povo, dos costumes, mas também é interessante pensar que nós, enquanto sociedade de Patos, precisamos entender um pouco melhor essa cultura para que possamos acolher”, disse.

A reunião foi solicitada pelo CREAS – Centro de Referência Especializado de Assistência Social, do município, em caráter emergencial.

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