Cadeirante de Patos diz que foi vítima da Indústria da Multa na Capital do Estado
Por Hélio Barbosa Segunda-Feira, 6 de Novembro de 2017
Um episódio envolvendo a aplicação de multa de trânsito, onde o cadeirante Taciano Araújo da Nóbrega Wanderley (militante de lutas em prol das pessoas com deficiência), diz ter sido vítima de um equívoco, chama a atenção pela forma como a penalidade foi imposta a ele, que afirmou ter sido vítima da suposta “indústria da multa” no estado da Paraíba.
Segundo informou Taciano, no dia 20 de setembro de 2017, ele foi receber o Prêmio Brasil Mais Inclusão e, portanto, teve que deixar seu veículo devidamente estacionado no Aeroporto Castro Pinto, na capital João Pessoa. O detalhe é que ele afirma que deixou o veículo na vaga reservada para pessoas com deficiência.
O problema é que, ao retornar da viagem à Brasília, Taciano Wanderley pagou corretamente os 4 dias de estacionamento e foi embora para a cidade de Patos, onde reside. Porém, nessa última semana, precisamente no dia 31 de outubro (terça), recebeu a surpresa desagradável de uma notificação informando de multa gravíssima por ter estacionado em vaga para deficientes.
Taciano ficou indignado diante do equívoco por parte dos que aplicaram a referida multa, pois seu carro é todo adaptado, inclusive sinalizado com adesivos que indicam pertencer a uma pessoa portadora de deficiência. Além disso, ele alega que na entrada do estacionamento do AEROPORTO tem câmeras de segurança que devem ter gravado a cadeira de rodas na carroceria do carro.
Sem aceitar a multa que lhe foi imposta, ele disse que vai recorrer na justiça, para retirar a MULTA GRAVÍSSIMA por ESTACIONAR EM VAGA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA.
Ele reforçou que foi vítima de uma indústria da multa que ocorre no estado da Paraíba, onde os agentes de trânsito aplicam multas indiscriminadamente, muitas vezes penalizando quem não cometeu infração alguma, como foi o seu caso.
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