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Escândalo do Hospital Padre Zé será destaque no Fantástico; confira chamada

Por Jornal da Paraíba    Domingo, 19 de Novembro de 2023


O escândalo do Hospital Padre Zé será destaque no Fantástico, da Rede Globo. O repórter Maurício Ferraz vai dar detalhes sobre o suposto esquema de desvio de recursos da unidade filantrópica, durante a administração do Padre Egídio, que durou 10 anos, de 2013 a 2023.

Com acesso à documentação da investigação da força-tarefa comandada pelo Gaeco, do Ministério Público, o programa trará imagens exclusivas da Operação Indignus I, quando foram feitas buscas e apreensões em imóveis que teriam sido comprados pelo religioso, com dinheiro, de doações e de repasses públicos.

Na chamada, que já está no ar,  na programação da emissora, o texto destaca o desvio do dinheiro que iria para caridade e esses imóveis que, segundo o MPPB, foram comprados em São Paulo, Pernambuco e Paraíba.

Confira:

Em auditoria feita pelo Ministério Público da Paraíba, na investigação da Operação Indignus, foi revelado que o Padre Egídio movimentou nas contas pessoais, entre 2021 e junho de 2023, R$ 4, 5 milhões.

Valor, que segundo o Gaeco, é superior ao “abarcado pelos seus rendimentos lícitos, que dentro de uma análise mensal, observam uma média de R$ 15,6 mil”.

O ex-diretor do Hospital Padre Zé, Padre Egídio foi preso, nesta sexta-feira (17), passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva mantida pela justiça pelo juiz plantonista André Ricardo de Carvalho Costa.

O religioso foi encaminhado para a Penitenciária Especial do Valentina de Figueiredo.

Além de Egídio de Carvalho, também foram decretadas a prisão de duas ex-funcionárias do Hospital Padre Zé: a ex-diretora administrativa, Jannyne Dantas, e a ex-tesoureira, Amanda Duarte, acusadas de participar de um esquema de desvios de recursos públicos estimados em cerca de R$ 140 milhões, de 2013 a setembro deste ano.

Confira a lista de bens serviços adquiridos pelo Padre, segundo o Gaeco

Defesa

A defesa de Padre Egídio disse que não vai se pronunciar, por enquanto.

Já a defesa das investigadas Jannyne Dantas Miranda e Silva e Amanda Duarte da Silva Dantas afirmou que, “de modo veemente, que apesar da vastidão de documentos colecionados na operação Indignus, nenhum elemento probatório dá conta de que as mesmas de algum modo tenham locupletado-se pessoalmente ou por meio de terceiros, de verbas oriundas do Hospital Padre Zé, sendo certo que, tais afirmações podem ser percebidas desde já, mas contudo, serão devida e cabalmente comprovadas no curso processual’.

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