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Filhos de policiais militares na PB pedem que população fique em casa para evitar coronavírus

Por G1 Paraíba   Quarta-Feira, 25 de Março de 2020

“Meu pai está na rua trabalhando por vocês” e “Fiquem em casa por mim e pelo meu irmãozinho (a) que ainda nem nasceu” são as frases do pedido que Matheus Gomes, de 4 anos, segura nas mãos. O pequeno usou uma miniatura da farda do pai, que é policial militar na Paraíba, para pedir que as pessoas fiquem casa para evitar possíveis contaminações pelo novo coronavírus.

O tenente Leandro Gomes da Silva, pai de Matheus, atua na Companhia Especializada em Apoio ao Turista (CEATur), em João Pessoa. Ele contou que uma pequena parte das pessoas ainda insiste em sair de casa, mesmo sem necessidade. Por isso, acredita na força do trabalho de orientação que faz para que a situação seja controlada o quanto antes.

Os PMs, assim como os profissionais de saúde, precisam trabalhar para assistir a sociedade durante a pandemia do novo coronavírus. Diante da necessidade de conscientização, os filhos deles posaram com mensagens para fotografias para reforçar a importância do isolamento social.

 

Fazer o policiamento nas ruas e ficar longe da família se tornou uma tarefa ainda mais perigosa para os pais de Ana Raquel — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Fazer o policiamento nas ruas e ficar longe da família se tornou uma tarefa ainda mais perigosa para os pais de Ana Raquel — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Fazer o policiamento nas ruas e ficar longe da família se tornou uma tarefa ainda mais perigosa para os pais de Ana Raquel, de 3 anos. O pai, tenente Joedson Weslly de Medeiros Batista, e a mãe, cabo Priscila Raquel dos Santos Dantas, trabalham no município de Picuí.

 

A saudade e preocupação aumentam quando chega o momento de sair de casa. “Foi a primeira vez que ficamos tão receosos em sair de casa para trabalhar. Servir à população faz parte da nossa rotina de policial militar. Fazemos isso pela vontade de ter dias melhores e para que outras famílias, como também a nossa, sejam protegidas”, desabafou Joedson.

 

O medo que se tonou parte da rotina do casal e deu sentido ao apelo retratado na foto de Ana Raquel. “Fazia dois dias que estava trabalhando fora, sem ver minha família. Tenho de sair de casa, e tenho medo de voltar e transmitir esta doença para minha família. Por isso é importante que menos pessoas estejam nas ruas”, reforçou.

 

A garota segurou uma foto do pai. Ao lado dela, estava escrito em um quadro: “Meu papai está na rua por você. Fique em casa por ele”.

 

Os policiais também estão fazendo a parte deles. Quando voltam do trabalho, tomam medidas preventivas para não levaram o vírus para dentro do lar. Eles acreditam no poder que cada pequena ação tem.

 

“Houve diminuição do fluxo de pessoas. Contamos com a colaboração de muitos empresários locais, que fecham seus estabelecimentos por vontade própria. Se todos fizerem o mínimo exigido pelo governo, temos chances de alterar este quadro e deixar mais espaço para que a saúde trabalhe”, concluiu Joedson.

 

 

Polícia Militar foi acionada para orientar população em aglomerações na Paraíba durante isolamento social por prevenção ao coronavírus — Foto: Divulgação/Polícia Militar da Paraíba

Polícia Militar foi acionada para orientar população em aglomerações na Paraíba durante isolamento social por prevenção ao coronavírus — Foto: Divulgação/Polícia Militar da Paraíba

 

PM registra 55 casos de aglomeração no 1° dia de fiscalização

 

No domingo (22), dia em que começou a valer o decreto do Governo da Paraíba que autoriza o uso das forças policiais para obrigar a população a aderir ao isolamento social, foram registrados mais de 50 chamados da população no Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop) da Secretaria da Segurança e Defesa Social da Paraíba (Seds) para denunciar aglomerações em várias cidades paraibanas.

Segundo dados do Ciop, das 8h às 20h do domingo, foram 55 chamados no total feitos pela população. Desses chamados deste primeiro dia de vigor do decreto, a maioria, 26 deles, foram de denúncias de bares abertos, o que estava promovendo aglomeração de clientes.

A segunda maior incidência, com 17 casos, foi de locais onde estavam acontecendo festas, tais como aniversários, churrascos e reuniões entre amigos. Ainda de acordo com o Ciop, os outros chamados foram para cinco eventos esportivos (partidas de futebol sendo realizadas), quatro de celebrações religiosas e três de locais abertos ao público sem poder (balneário e restaurante).

A maioria dos chamados foram na cidade de João Pessoa, com 22 solicitações, sendo 15 para a ocorrência de bares abertos, quatro para festas, dois para restaurantes abertos e um de celebração religiosa.

Em Campina Grande, foram 19 chamados, sendo 10 para festas que estavam acontecendo, três para bares abertos, três para partidas de futebol que estavam sendo realizadas, dois para celebrações religiosas e um para comércio aberto.

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