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Polícia Civil pede extensão de prazo em inquérito sobre mutirão oftalmológico em Campina Grande

Por Janinne Vivian - JP Online   Terça-Feira, 7 de Abril de 2026

A Polícia Civil pediu à Justiça a ampliação do prazo para encerrar o inquérito que investiga o mutirão oftalmológico realizado no Hospital de Clínicas de Campina Grande, em maio de 2025.A solicitação foi apresentada em 25 de março à Vara de Garantias de Campina Grande, do Tribunal de Justiça da Paraíba, e prevê mais 60 dias para a conclusão da apuração.

De acordo com o delegado Renato Leite, parte das diligências já foi concluída, mas ainda existem etapas em andamento. Ele não detalhou quais procedimentos faltam porque o inquérito tramita sob sigilo. O delegado informou ainda que o pedido segue em análise pelo Judiciário e que só irá se manifestar após a finalização de todos os laudos e análises.

O JORNAL DA PARAÍBA procurou o Tribunal de Justiça da Paraíba para saber sobre o andamento da solicitação, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

 

Relembre o caso do mutirão

O mutirão ocorreu no dia 15 de maio de 2025, no Hospital de Clínicas, e atendeu 64 pacientes. Após os procedimentos, foram relatadas complicações oculares, o que levou à abertura da investigação para apurar as circunstâncias do atendimento e eventuais responsabilidades.

A ação integrou o programa Opera Paraíba. A licitação foi vencida pela Fundação Rubens Dutra Segundo, responsável pela execução do serviço, com atuação da oftalmologista Naiara Cavalcante Furtado. O Ministério Público da Paraíba acompanha o caso.

De acordo com as denúncias, que começaram a ser veiculadas em 19 de maio, já no fim de semana seguinte ao mutirão, diversos pacientes procuraram atendimento em outras unidades de saúde relatando dores intensas e sinais de infecção ocular.

Meses após os procedimentos, pacientes ainda relataram sequelas e, alguns, dizem não conseguir mais enxergar após o mutirão.

Parte dos medicamentos usados no mutirão estava vencida, segundo a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES). De acordo com a pasta, ao menos 6 dos 30 frascos utilizados estavam vencidos e abertos, e há indícios de que tenham sido usados nos procedimentos feitos no dia 15, após pacientes relatarem infecções e perda de visão.

A SES informou que rompeu o contrato com a empresa responsável e afirmou que os profissionais e os materiais utilizados eram de responsabilidade exclusiva da contratada. À TV Paraíba, a Fundação Rubens Dutra Segundo confirmou que os medicamentos e os profissionais envolvidos têm vínculo com a instituição e disse que acompanha as investigações.

Em nota enviada ao JORNAL DA PARAÍBA, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba (CRM-PB) afirmou que também acompanha o caso.

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Publicado em Terça-Feira, 7 de Abril de 2026
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