Sttrans de Patos compra quase 29 mil litros de água mineral em 7 meses
Por Vicente Conserva - 40 Graus Sábado, 10 de Agosto de 2019
Numa recente consulta do Portal 40 Graus ao Sagres do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, é possível verificar que problema de rins os servidores e usuários da Superintendência de trânsito e Transporte Públicos de Patos(STTrans) não terão devido ao alto consumo de água mineral dentro do órgão.
Em apenas sete meses de 2019, o órgão dirigido por Jefferson Melquíades, gastou R$ 7.041,50 em compra de garrafões de água mineral de 20 litros.
Os números chocam ainda mais quando comparados com os gastos da gestão anterior de Cássius Clay Bezerra que dispensou, em 11 meses de 2018, uma quantia bem inferior de R$ 2.670,00 apenas, em garrafões de água mineral de 20 litros.
Ou seja, enquanto a gestão Cássius Clay gastou R$ 242,72,00 mensais com água mineral, a de Jefferson Melquíades teve um gasto médio mensal de R$ 1.005,92. Um aumento considerável quase 3 vezes mais(2,63).
As notas fiscais as quais o Portal 40 Graus teve acesso mostram que a quantia comprada em sete meses é de 1.131 garrafões, ou seja, 22 mil 620 litros de água. Sendo assim, contados os 212 dias do período em tela( 7 meses), é como se a Sttrans tivesse gasto 5,33 garrafões de água mineral de 20 litros por dia, contando os domingos e feriados.

As notas mostram que os gastos com água mineral não param por aí. Enquanto a gestão Cassius não apresenta consumo de água em garrafas de 500ml, a gestão Jefferson Melquíades tem pagamentos de 1.225 unidades de 500ml, com um gasto de R$ 2.361,30. Mais 6.125 litros de água mineral da pequena.
Juntados todos os litros, chegam a 28.745 litros de água mineral consumidos em sete meses com gasto de R$ 9.402,80, ou seja, 3,52 vezes mais que a gestão anterior.
O mesmo fornecedor de água mineral, Marcio de Sousa Simões, localizado na Rua 18 do Forte, Santo Antônio, é o mesmo que fornece gás de cozinha.

Os números também chamam atenção pelo alto consumo apresentado. No mesmo período, a STTrans comprou 25 botijões de gás GLP com um gasto de R$ 1.913,00 ao preço unitário de R$ 76,52, valor acima do que é cobrado hoje no mercado local com preço médio de R$ 65,00.
É como se o órgão tivesse consumido 3 botijões de gás e meio todos os meses.
Em sete meses, o órgão apresentou gastou exorbitantes de R$ 11.315,60 com gás de cozinha e água mineral, como mostra a planilha do Sagres.
Para completar, o mês de dezembro de 2018 os gastos com água mineral chegaram a R$ 738,00, já na gestão Jefferson Melquíades. Portanto, em oito meses foram comprados R$ 12.053,60 de água.
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