Prefeitura de Patos anuncia compra de quase meio milhão de bexigas por quase o dobro do preço e causa polêmica
Por Vicente Conserva Domingo, 18 de Fevereiro de 2018
A administração Dinaldo Filho se envolveu em mais uma polêmica na cidade. Desta vez, o Diário Oficial do Município divulgou a compra de diversos materiais escolares, na edição da terça-feira, dia 06 de fevereiro, mas o item que veio a causar revolta, principalmente dos internautas, foi a intenção de compra de bexigas ou bolas de assopro, como são mais conhecidas.
O item de compra 19 diz que a edilidade deve gastar R$ 118.800,00 na aquisição de 9.900 pacotes de bexigas, Nº 7, da Marca São Roque, ao valor de R$ 12,00 cada pacote.
Levando-se em consideração que cada pacote contém 50 bolas, a prefeitura, assim, afirma que pretende adquirir quase meio milhão do produto, ou seja, 495 mil bolas.
Os valores estão bem acima do mercado, como pôde constatar nossa reportagem ao ir às compras em um estabelecimento local.
Fizemos a compra de um pacote com os mesmos pré-requisitos e encontramos um pacote pelo valor de R$ 6,99, mas ainda compramos por R$ 6,90 como mostra a nota fiscal. Caso fosse à vista, em maior quantidade, o pacote sairia por R$ 6,29 como mostra o banner de anúncio da loja.
Com este valor, daria para comprar 18.887 pacotes de bexigas, ou 944.350 bexigas. O que seria ainda mais questionável diante dos valores em reais gastos com o produto.
O mesmo produto pode ser adquirido a R$ 6,25 em outro local. Já numa terceira loja, ainda é possível encontrar o mesmo produto por R$ 5,70 o pacote com 50 unidades, ou seja, menos da metade do valor divulgado pela Prefeitura.
Se o leitor for mais atento, vai verificar que no mesmo Diário a prefeitura anuncia a pretensão de outros gastos. No item 24, diz que o Município pretende comprar 44 mil cadernos de 48 folhas por R$ 215.600,00.
Qual teria mais serventia, os cadernos ou as bexigas? Pode perguntar o cidadão.
A Prefeitura Municipal de Patos lançou nota explicando que a exposição dos valores é da Ata de Registo de Preços e não autorização de despesa. Ainda está exposto que o material adquirido seria para todas as secretarias e atividades da edilidade, como datas festivas e etc. “Quanto a pesquisa de mercado feita na fase interna da licitação, a qual encontra-se anexada ao processo, foi extraído um valor médio, e durante o curso do processo, verificou-se que o valor final ofertado pela licitante, encontra-se dentro do valor de mercado”, relata trecho da nota.
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