Prefeitura Municipal de Patos realiza segundo recadastramento em menos de um ano e sofre críticas dos servidores
Por Redação com Patos Online Segunda-Feira, 15 de Janeiro de 2018
A desorganização patente na administração Dinaldo Filho está sendo atestada agora pelos servidores efetivos municipais que, em menos de um ano, já estão sendo convocados novamente para o segundo recadastramento da gestão.
A Prefeitura Municipal de Patos iniciou, nesta terça-feira, dia 16, mais um recadastramento dos servidores da ativa. A ação foi determinada em decreto assinado pelo prefeito Dinaldo Wanderley (PSDB) e ocorre no auditório do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Rua Lima Campos, Bairro São Sebastião.
O Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Patos e Região (SINFEMP) não poupou críticas a ação. “O ano passado nós até entendemos. O prefeito acabara de assumir a prefeitura, existiam diversos servidores com pendências em informações e até pessoas que não estavam mais trabalhando, mas realizar esse recadastramento outra vez é desnecessário e sem fundamento prático”, disse José Gonçalves, vice-presidente do SINFEMP.
O decreto do prefeito determina as seguintes datas: dias 16, 17 e 18 de janeiro serão os servidores da Secretaria Municipal de Educação; dias 19, 22 e 23 Secretaria Municipal de Saúde e nos dias 24, 25 e 26, as demais secretarias da Prefeitura Municipal de Patos. Grande parte dos professores estão em pleno período de férias e muitos fizeram viagens. Esse fator está causando revolta na categoria.
O secretário de Administração do Município de Patos, Manoel Noia Filho, disse que para os servidores que já realizaram o recadastramento em 2016 serão exigidos apenas os documentos pessoais, ou seja, RG e CPF, além de comprovante de residência e registro no conselho de classe para as profissões regulamentadas. Manoel Noia relatou ainda que a prefeitura irá confeccionar um crachá para cada servidor.
Nos grupos de redes sociais de categorias dos servidores, as críticas ao prefeito Dinaldo foram as mais diversas. Os funcionários públicos relatam que a gestão deveria resolver outras questões mais importantes, e que o recadastramento demonstra desorganização na administração, pois a última não tem nem um ano.