Lula decide que Wellington Dias será ministro de Desenvolvimento Social, pasta desejada por Simone Tebet
Por Brasil 247 Quarta-Feira, 21 de Dezembro de 2022
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu indicar o senador eleito Wellington Dias (PT-PI) para o Ministério do Desenvolvimento Social.
A pasta é responsável por alguns programas sociais, como o Bolsa Família, que se chama Auxílio Brasil atualmente, e era deseja pela senadora Simone Tebet (MDB-MS).
Segundo o colunista Kennedy Alencar, do UOL, o futuro de Tebet segue indefinido. “O MDB não tem se empenhado para que ela assuma uma pasta de primeiro escalão, apesar de Lula querer indicá-la para um ministério”, afirmou o jornalista.
Para o Ministério do Planejamento, Lula convidou o economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real.
A ex-ministra Miriam Belchior vai ocupar o cargo de secretária-executiva da pasta do Planejamento.
Algumas pastas têm nomes certos para 2023 – Fazenda (Fernando Haddad), Itamaraty (Mauro Vieira), Educação (Camilo Santana) e Defesa (José Múcio Monteiro).
O presidente eleito indicou também nomes para Cultura (Margareth Menezes), Advocacia-Geral da União (Jorge Messias) e Controladoria-Geral da União (Vinícius Marques de Carvalho).
Veja os ministros do governo Lula já confirmados:
Fernando Haddad (Fazenda) – Ex-prefeito de São Paulo, tem fama de pragmático e é admirador de Galbraith. É visto como alguém que coloca a lealdade ao chefe acima dos seus projetos pessoais. Veja o perfil completo de Haddad.
Rui Costa (Casa Civil) – Filiado ao PT e economista formado pela Universidade Federal da Bahia, é governador da Bahia, eleito em 2014 e reeleito em 2018. Começou a trajetória política no movimento sindical ainda na década de 1980. Foi vereador de 2000 a 2007. Também foi eleito deputado federal em 2010, mas licenciou-se para assumir o cargo de Secretário da Casa Civil da Bahia, a partir de 5 de janeiro de 2012. É próximo de Jaques Wagner, ex-governador da Bahia, e foi como secretário do amigo que ganhou maior notoriedade. Veja o perfil completo de Rui Costa.
Flávio Dino (Justiça) – Ex-governador do Maranhão e senador eleito no pleito deste ano, era um dos coordenadores do grupo técnico que discute Justiça e Segurança Pública. Defendeu a revogação de decretos do presidente Jair Bolsonaro que flexibilizaram o acesso a armas e também uma atuação mais restrita da Polícia Rodoviária Federal. Na entrevista em que anunciou Dino, Lula disse que o indicado tem a missão de consertar o funcionamento da Pasta da Justiça, numa referência ao que ocorreu durante a gestão no governo Bolsonaro. Veja o perfil de Flávio Dino.
José Múcio Monteiro (Defesa) – Tem uma extensa carreira na vida pública. Foi deputado federal por quase duas décadas, integrou a equipe do segundo governo de Lula e presidiu o Tribunal de Contas da União (TCU). Era um dos principais cotados para a Defesa em razão de seu perfil articulador e do bom trânsito nas Forças Armadas. Veja o perfil de José Múcio Monteiro.
Mauro Vieira (Relações Exteriores) – Um dos mais experientes diplomatas em atuação, com mais de 40 anos de carreira na área, foi chanceler no governo de Dilma Rousseff, de 2015 a 2016. Depois, foi representante do Brasil do Brasil junto às Nações Unidas. Antes foi embaixador nos Estados Unidos (2010 – 2015) e na Argentina (2004 – 2010). É um dos diplomatas mais próximos do ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, conselheiro de Lula para assuntos internacionais. Veja o perfil de Mauro Vieira.
Margareth Menezes (Cultura) – Já fazia parte da equipe de transição da cultura do governo Lula. A cantora nasceu em Boa Viagem, região de Salvador, em 13 de outubro de 1962. Filha de uma costureira e de um motorista, é a mais velha de cinco irmãos. Conquistou dois troféus Caymmi, quatro troféus Dodô e Osmar e foi indicada ao Grammy Awards e ao Grammy Latino. Veja o perfil de Margareth Menezes.
Luiz Marinho (Trabalho) – Ele esteve à frente do Ministério ainda no primeiro governo de Lula, entre 2005 e 2007, quando então migrou para a Previdência. Marinho é ex-prefeito de São Bernardo do Campo e foi presidente do sindicato dos metalúrgicos da região do ABC na década de 1990 e início dos anos 2000. Veja o perfil de Luiz Marinho.