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Trânsito de Patos vira bagunça após um ano sem Zona Azul no Centro

Por Vicente Conserva   Sábado, 30 de Dezembro de 2017

Após um ano sem Zona Azul em Patos-PB, o resultado para o trânsito da cidade é catastrófico. Difícil é para o motorista hoje em dia encontrar uma vaga de estacionamento no Centro, onde era reservada a maioria das vagas da Zona Azul que foi retirada em janeiro, logo no início da Gestão Dinaldo.

Sob a desculpa de ajustamento no sistema, a Superintendência de Trânsito e Transporte Público de Patos(Sttrans) cancelou o funcionamento do sistema rotativo de estacionamento e até o último dia ano não voltou mais a operá-lo.

Durante todo o ano, a superintendência prometeu à população a realização de licitação para operacionalização da nova Zona Azul, mas, o fato é que os motoristas tiveram que se acostumar com a bagunça as quais se transformaram as vagas de carros e motocicletas no Centro.

Encontrar uma vaga para carro, sobretudo nos horários de pico, é tarefa quase impossível para os motoristas que disputam com as motos as vagas que anteriormente eram destinadas exclusivamente para automóveis.

O problema maior pode ser visto na Av. Sólon de Lucena, como mostram as fotografias, onde os espaços, antes de veículos, foram praticamente todos ocupados pelas motocicletas. Não existe nenhuma placa permitindo tal medida. Nem tampouco se vê agentes de trânsito multando por estacionamento irregular.

“A Sttrans é conivente com toda essa bagunça. Ninguém faz nada”, disse Romero Silva, um motorista que tem dificuldades para estacionar todos os dias no Centro da cidade para ir ao trabalho.

Outro problema visível são os ambulantes que tomaram conta dos espaços de veículos, e principalmente nas avenidas Sólon de Lucena e Epitácio Pessoa, é impossível encontrar vaga para estacionar da esquina de uma farmácia até o Banco do Nordeste.

A falta de controle se tornou tão visível que os próprios motociclistas transforaram uma faixa, ora destinada aos carros, em estacionamento exclusivo para motos em frente a uma loja de calçados na Sólon de Lucena. Não existe nenhuma placa do órgão permitindo tal medida.

“Não consigo entender como algo que já estava organizado há mais de 10 anos se transforma nessa bagunça. Tem horas que me sinto no trânsito do Paquistão”, reclamou Maria das Graças.

Idosos e deficientes também estão sendo desrespeitados e, na maioria das vezes, não conseguem estacionar nas vagas exclusivas. Basta olhar em uma das fotos da matéria para visualizar o flagrante da nossa equipe de reportagem.

As rampas de acesso de cadeirantes estão sempre ocupadas por veículos e não tem como estes acessarem as calçadas. O jeito é se aventurar pela rua mesmo com o risco de ser atropelado.

Não é difícil encontrar carros estacionados em fila dupla no Centro da cidade como flagrou nossa reportagem. “Tudo isso por falta da Zona Azul. Ela dá mais rotatividade e disciplina melhor o trânsito. A gente vem sofrendo muito com isso. É muito melhor se pagar R$ 1,25 e termos como estacionar nosso veículo do que ser praticamente impossível encontrar vaga nos estacionamentos”, afirmou Cristiano Chaves.

Em contato dias atrás com a imprensa, o superintendente Aldo Xavier, havia prometido que a licitação para operacionalização da Zona Azul sairia nos próximos dias, mas o ano acabou e o processo não foi realizado.

O problema ficou mais evidente no período de fim de ano, sobretudo na festa de Natal, quando todos foram ao Centro fazer compras. “Por três dias eu fui a pé de onde eu moro, no Belo Horizonte para o Centro, porque simplesmente não consegui estacionar antes”, disse Raimundo Nonato.

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