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Quatro suicídios e uma tentativa frustrada foram registrados em 15 dias na cidade de Patos

Por Vicente Conserva   Domingo, 12 de Novembro de 2017

A semana terminou em Patos com mais um registro de suicídio. Foram 4 em apenas 15 dias. Os números são alarmantes, é um suicídio a cada 3,75 dias. Nesse intervalo, uma tentativa também foi registrada na cidade.

Enquanto o mês de setembro, dias em que se faz a Campanha Setembro Amarelo para combater a prática de tal ato foi tranquilo na cidade, foi justamente entre final de outubro e início de novembro que os números alarmantes começaram aparecer. Dois atos foram registrados entre os dias 24 e 27 de outubro, enquanto que os outros dois ocorreram entre o dia 3 e 8 de novembro.

A série de tragédias começou no dia 24 de outubro, quando o policial civil Luciano Bonaparte matou a tiros a própria ex-esposa, Cleanny Santos, e depois cometeu suicídio com disparo de pistola na cabeça, numa noite de terça-feira por volta das 22h30.

O fato aconteceu na Rua Atilano Moura, no bairro Jardim Guanabara, próximo da Escola Rosa Mística. Luciano Bonaparte atirou na ex-esposa que ficou caída sem vida próximo ao veículo em frente a sua casa, e logo em seguida, ele cometeu suicídio ao lado dela na frente da mãe da vítima.

Três dias depois, na manhã da sexta-feira, 27, uma tentativa brutal de por fim a uma relação bastante conturbada, acabou ocasionando em mais uma tragédia na cidade de Patos.

O mototaxista Fabrício Macena dos Santos Silva tentou matar a companheira, Camila Bezerra de Brito, inconformado com o fim do relacionamento. Após atirar na vítima, ele cometeu suicídio. O crime aconteceu em uma estrada vicinal, no Sítio Trincheiras, que dá acesso a PB 275, estrada de São José de Espinharas.

Camila Bezerra foi alvejada com um disparo de arma de fogo no pescoço e em seguida, o seu ex-companheiro, Fabrício Macena, cometeu suicídio no mesmo local, pensando ele que havia consumado o crime.

No dia 30 de outubro, durante a noite, o sargento Garcia, lotado no 3° Batalhão de Polícia Militar, em Patos, tentou tirar a própria vida com uma pistola 380, na casa da irmã dele Maria das Graças, que mora no Jardim Queiroz, aqui em Patos. A tragédia só foi evitada porque um vizinho dele foi avisado e conseguiu desarmá-lo.

Por volta das 10h desta sexta-feira(03 de novembro) o jovem José Lúcio de Araújo Cardoso, de 28 anos, morador do Sítio Pedra Branca, próximo ao Distrito de Santa Gertrudes, em Patos, foi encontrado morto. Ele tomou Folidol, um tipo de inseticida muito utilizado pelo homem do campo no combate às pragas.

O jovem era casado e tinha dois filhos. Ele também era caseiro de um sítio pertencente a um empresário de Patos.

Já na madrugada desta quarta-feira (8), a professora, Maria Pereira de Lucena Melo, viúva, de 57 anos de idade, cometeu suicídio com uma faca-peixeira, no bairro Jardim Lacerda. Ela morava em João Pessoa, mas estava na casa de parentes aqui em Patos. Ela utilizou uma faca e desferiu um golpe no seu próprio pescoço.

Segundo o delegado Edson Pedrosa, a professora passava por problemas de depressão e estava na casa de um irmão, conhecido por Tota Construtor, onde estava sendo acompanhada pela família que tentava buscar cura para a doença dando total assistência, inclusive, incentivando-a a fazer pilates e outras atividades com acompanhamento psicológico.

10 Principais Causas de Suicídio

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Em vários momentos da vida, algumas pessoas podem pensar em  por não encontrarem saída para certos problemas que surgem. Sentem-se sem esperança e uma grande angústia vem acompanhada com o pensamento de se privarem do direito de viver. Em outros momentos, a pessoa não quer realmente morrer e sim impressionar os outros com a gravidade de seu dilema.

 

Segundo algumas pesquisas, de 10 pessoas que possuem pensamento suicida, 8 cometem suicídio, e de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em torno de 3 mil pessoas por dia cometem suicídio no mundo.

 

I) Conheça agora as 10 principais causas que fazem uma pessoa cometer suicídio.

10 Principais Causas de Suicídio

1) Solidão

Uma das queixas mais recorrentes na tentativa de suicídio é a solidão. O sentimento de isolamento, de uma angústia profunda por se sentir sozinho, de que ninguém vai compreendê-lo e julgá-lo, de que não agüentam mais e estão cansados, são exemplos de falas dessas pessoas. O silêncio funciona como uma “máscara” que encoberta a dor profunda e a vergonha sentidas.

É possível que a pessoa mesmo rodeada de amigos se sinta . É sempre bom ficar atento aos sinais de isolamento, como baixa auto-estima, tristeza, , desânimo e apatia. A solidão é um sentimento que, caso se torne contínuo na vida da pessoa, pode virar uma doença como a .

2) Depressão

A conseqüência mais desastrosa da depressão é o suicídio. Das 30 mil pessoas que morrem por suicídio nos Estados Unidos a cada ano, por exemplo, a maioria está sofrendo de depressão. Entretanto, já que as mortes por suicídio nem sempre são notificadas (devido ao estigma e ao fato de que muitas mortes acidentais provavelmente são suicídio), o número real ao ano pode chegar a 50 mil.

Na depressão, a pessoa se isola, chora muito, fica irritadiça, não sente mais prazer nas atividades que antes lhe agradavam, prefere não falar sobre seus sentimentos, não confia em ninguém e tem pensamentos suicidas.

3) Presença de outras doenças ou má saúde

Algumas doenças que deixam as pessoas impossibilitadas de alguma forma física, como andar, falar, ouvir, etc, ou, por exemplo, outras doenças como HIV, , uma doença terminal ou  (esquizofrenia, depressão, , distúrbios da  e a personalidade,  e , etc), podem contribuir para uma maior desorganização ou desconforto emocional, uma vez que, por essas pessoas acharem que tem uma doença incurável, ficam sem esperanças.

Essas pessoas não conseguem pensar em soluções e lidar com os obstáculos que surgem, sentem-se incapacitadas física e psicologicamente, desesperadas e intoleráveis. O risco de suicídio em pessoas que possuem , por exemplo, é de 4 a 10%, já que elas podem estar em um estado fora da realidade, ter crises psicóticas e delírio de perseguição.

 

4) Problemas conjugais e de relacionamento

As brigas recorrentes com os pais e falta de amparo deles, término de um relacionamento, discussões freqüentes com o (a) parceiro (a), divórcio e separação podem levar uma pessoa ao suicídio. Um exemplo seria o de uma mulher que toma uma superdosagem de sonífero quando seu esposo ou amante ameaça deixá-la.

Na maioria das vezes, para estas pessoas, uma relação em que se investiu tempo e toda uma carga emocional é difícil de ser desfeita. A separação ou discussões constantes levam à tristeza e depressão, elevando o risco para cometerem suicídio.

5) Dificuldades financeiras ou profissionais

Dificuldades financeiras, problemas no trabalho, desemprego e perda do status socioeconômico são outros riscos para o suicídio. A riqueza e o poder são volúveis e instáveis, e a qualquer momento estamos sujeitos a perder dinheiro, um emprego e a riqueza que existia antes.

Atualmente, com o aumento do desemprego e a crise econômica, o suicídio parece para muitos ser a única saída possível, que acaba por desencadear solidão, perda de apoio social, crises familiares e sensação de impotência, agravando assim tendências autodestrutivas, abuso de álcool e outras drogas e transtornos mentais, como ansiedade e depressão.

6) Bullying

Atualmente muito se tem falado sobre a relação de bullying e suicídio. Casos ocorridos com crianças e adolescentes que sofreram violência física e/ou psicológica por um grupo de indivíduos na escola, no bairro ou outro local e cometem suicídio tem aumentado.

Diante do bullying, a pessoa passa a ter ansiedade, depressão e pânico. E em certos casos, até a utilizar álcool e outras drogas. Seu medo é constante por sofrer ou tentar evitar esses atos de violência, levando à tristeza e pressão por receio de contar aos familiares e amigos seu sofrimento.

7) Problemas na adolescência e início da vida adulta

A taxa de suicídio entre adolescentes e jovens adultos está aumentando. A incidência de suicídio entre jovens de 15 a 24 anos quadriplicou durante as últimas quatro décadas. Adolescentes suicidas tendem a abandonar os estudos ou a ter problemas de comportamento na escola, embora alguns sejam estudantes talentosos que se sentem pressionados para serem perfeitos e os melhores da turma.

Algumas pesquisas mostram em estudantes do último do ensino médio mostraram que 27% disseram pensar seriamente em se matar. Os universitários têm duas vezes mais chances de se matar do que os que não estão na universidade de mesma idade, pois, segundo alguns estudos, são mais mal-humorados, exigem mais de si mesmos e se deprimem com mais freqüência do que seus colegas não-suicidas.

Dentre os motivos para o suicídio entre eles estão: solidão, viver longe de  pela primeira vez (no caso de irem morar em repúblicas), receber pouco afeto parental, ter pais alcoólatras, pais divorciados ou separados, enfrentar novos problemas, tentar se sobressair academicamente quando a competição é muito mais forte do que no ensino médio, indecisões quanto à escolha da profissão, solidão causada pela ausência dos velhos amigos e ansiedade em relação aos novos.

8) Luto ou perdas afetivas

Perder um familiar querido (pais, irmãos, cônjuge, filhos) muitas vezes faz certas pessoas cometerem suicídio. Elas acham que podem ter perdido sua única fonte de apoio. Isso acontece muito com idosos que perdem seu parceiro, sua única companhia e de quem cuidava ou era cuidado.

Perder alguém importante é deixar uma lacuna vazia em nossas vidas, uma pessoa que não estará mais presente. Mas para muitas pessoas é comum pensar em cessar a vida, uma vez que estão presenciando prejuízo funcional, preocupação mórbida com desvalorização de si, ideação suicida, e até sintomas psicóticos e retardo motor.

9) Abuso de drogas

Estudos mostram que pessoas que cometeram suicídio quase 60% abusavam de drogas e 84% de álcool e outras drogas. O abuso de drogas faz com que estas pessoas fiquem deprimidas e se matem ou elas recorrem às drogas como uma forma de lidar com a depressão e se matam quando as drogas já não ajudam mais.

Porém, em muitos casos, o abuso de drogas parece ter aparecido antes de problemas psicológicos. Jovens, com menos de 30 anos, usuários de drogas que cometem suicídio tem uma freqüência maior do que a prevista de conflitos interpessoais intensos ou de perda de um cônjuge ou parceiro nas semanas que antecedem o suicídio.

10) Timidez

Pode parecer impossível alguém tímido pensar em suicídio. Porém, a timidez é um dos fatores de risco para uma pessoa cometer suicídio. Mas não se trata aqui da timidez normal e sim da patológica, conhecida pelos profissionais de saúde mental como Transtorno de Ansiedade Social.

Esta timidez patológica limita a vida profissional, social e afetiva. Há um desconforto e inibição que estas pessoas apresentam em seus comportamentos, como: medo intenso, desproporcional e sem motivo aparente; círculo de amizades restrito; evita tudo que é novo; tem rotina rígida; e sente grande necessidade de aprovação dos outros. E tudo isso afeta o prazer de viver, acabando por pensar em suicídio para escapar e não saber como ultrapassar estes obstáculos.

II) As probabilidades do suicídio entre homens e mulheres

As mulheres tentam suicídio em média três vezes mais do que os homens, provavelmente por isso estar relacionado com a maior incidência de depressão entre elas, que cortam os pulsos ou tomam uma superdosagem de medicamentos, drogas ou veneno.

Porém, às vezes, os homens têm mais êxito em se matar do que as mulheres, que está relacionado com o método escolhido, sendo mais inclinados a utilizar armas de fogo,  de combustão ou enforcamento.

III) O que fazer ao saber que uma pessoa próxima pensa em suicídio?

10 Principais Causas de Suicídio

A tentativa de suicídio é um grito por socorro. Ela é motivada pelo desejo de comunicar sentimentos de desespero e mudar o comportamento de outras pessoas. Elas não sabem se querem viver ou morrer, ou se querem as duas coisas ao mesmo tempo, geralmente uma mais do que outra.

Toda forma de suicídio deve ser levada a sério, já que uma pessoa que fala sobre suicídio pode realmente tentá-lo. Há centros de prevenção ao suicídio em que pessoas perturbadas podem obter ajuda, seja por contato telefônico ou pessoalmente. O CVV (Centro de Valorização à Vida), por exemplo, oferece ajuda à distância, por telefone, chat, e-mail e skype.

É preciso ouvir a pessoa sem julgá-la, acreditar no que ela está dizendo e oferecer ajuda. Converse com ela sobre a probabilidade de procurar ajuda profissional, encaminhando-a para uma avaliação psiquiátrica e psicológica.

Veja esta reportagem que fala sobre como evitar o suicídio (10:20):

 

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