Advogada de motoboy de Patos diz que arremessadora de açaí busca acordo com a vítima
Por Terça-Feira, 28 de Fevereiro de 2023
A advogada Leyliane Carla, que está cuidando do caso do motoboy Elias Medeiros Guedes, que teve um açaí arremessado contra o rosto por uma cliente na última sexta-feira, dia 24 de fevereiro, em Patos, garantiu que a história contada pelo motoboy não só é verídica, como as duas partes estão tentando um acordo para evitar ações na Justiça.
Segundo Leyliane, na noite de ontem, segunda-feira (27), Elias entrou em contato com ela pedindo algumas orientações após o advogado da cliente ter entrado em contato com o entregador.
A advogada ainda conta que a defesa da cliente entrou em contato com ela hoje, terça-feira (28), e estão chegando em um acordo.
“Ontem à noite Elias entrou em contato comigo pedindo algumas orientações, pois o advogado da cliente havia entrado em contato com ele. Conforme tudo que conversamos, o advogado da cliente entrou em contato comigo hoje cedo e estamos chegando a um acordo”, disse Leyliane Carla.

Ela acredita ainda que tudo será resolvido sem maiores alardes. “Ainda estamos conversando. Creio que tudo isso será resolvido o quanto antes”, disse a advogada.
Quanto a identidade da cliente, Leyliane Carla informou que Elias nunca quis tornar público o nome dela. “Elias nunca quis trazer a público o nome da cliente. Muitos estão pensando que ele criou essa situação”, finalizou a advogada Leyliane Carla.
Com informações de Pabhlo Rhuan, do Patosonline.com
Delegado abriu investigação sobre o caso para maiores esclarecimentos
A cada hora que se passa, o caso do motoboy vem ganhando novos contornos. Nos últimos dias, devido ao silencio de Guedes sobre o caso, levantou-se a suspeita de que a história poderia não ser verdade.
Por esse motivo, o delegado da Polícia Civil, Paulo Rabelo, designou uma equipe para localizar o motoboy ainda hoje para que ele esclareça o caso e preste a queixa, se for necessário. “Ele não registrou nada. Mandei uma equipe localizar ele hoje para ser ouvido“, garantiu.
De acordo com o delegado se for confirmada que a história contada pelo motoboy não é verdadeira, ele poderá responder pelos crimes de calúnia e difamação. O delegado explicou que geralmente esses casos não são punidos com prisão, já que são crimes de menor potencial ofensivo, mesmo assim pode trazer muita dor de cabeça.
De acordo com o artigo 138 do código penal, caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime, a pena é de detenção de seis meses a dois anos e multa. Já o Artigo 139 diz que difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação pode resultar em detenção de três meses a um ano e multa.
O profissional reclamou nas redes sociais que teria sido agredido por um cliente inconformado com a demora na entrega de açaí em um dia de muita chuva na cidade. O cliente teria jogado o produto no motoboy alegado que havia derretido parcialmente. A denúncia ganhou as redes sociais e provocou várias manifestações de solidariedade a Guedes e também cobrança por respeito e medidas efetivas de proteção a integridade física dos entregadores.
Desde que narrou a suposta agressão, no Instagram, mostrando o rosto e a roupa melados de açaí, Elias ganhou seguidores e presentes, como ele mesmo revelou. Além disso, diversos motoboys se reuniram para protestar contra o desrespeito à categoria, diante de várias situações de agressão a entregadores já ocorridas no país.
Mas a repercussão do caso também trouxe efeitos negativos. Como ainda não registrou denúncia e não revelou o endereço da suposta cliente agressora, ele é acusado de inventar a história para se promover.
Elias Guedes rebateu a versão com pronunciamento em vídeo nas redes sociais e disse que não pode expor o endereço porque essa não será a forma que ele quer resolver. Além disso, ele pediu mais uma vez para que as pessoas deixem de perseguir inocentes que estão sendo apontados como agressores dele.