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Novo filme de José Padilha, ‘7 Dias em Entebbe’ não é horrível, mas não convence

Por Jornal da Paraíba   Sexta-Feira, 20 de Abril de 2018

7 DIAS EM ENTEBBE (Reino Unido, 2018, 106 min.)
Direção: Jose Padilha
Elenco: Daniel Brühl, Rosamund Pike, Eddie Marsan, Lior Ashkenazi, Ben Schnetzer, Denis Menochet
★★☆☆☆

 

Dirigido pelo diretor internacional brasileiro José Padilha, chegou aos cinemas paraibanos o longa ‘7 Dias em Entabbe’ nesta quinta-feira (19). O filme é inspirado no sequestro do voo da Air France que saiu de Tel-Aviv com destino à Paris que aconteceu em julho de 1976. Momento oportuno para discutir coisas do gênero, já que como é mostrado no filme, desde 1976 que Israel se recusa a negociar com os palestinos. Acertar no tema e no filme poderia melhorar a imagem dele depois da polêmica envolvendo O Mecanismo.

O filme não sai da zona de conforto de Padilha, já que, mais uma vez, o roteiro apresenta a dualidade entre família ou trabalho. Esse dilema é conhecido para os brasileiros que acompanharam os dois Tropa de Elite. No caso de Entebbe, os guerrilheiros alemães e os soldados israelenses se sacrificam em nome da guerra. Eles precisam fazer suas escolhas, para isso abandonam quem amam para manter o mundo em segurança ou defender uma ideologia.

>>> ‘Exorcismos e Demônios’ e filme de José Padilha estreiam na Paraíba

É nesse contexto que a produção traz um ponto incômodo. Um grupo de revolucionários alemães decide se juntar a causa dos palestinos por acreditar que estão defendendo um povo. Na vida real, sabemos que isso acontece com frequência, mas os terroristas apresentam diferenças cruciais. Conhecemos dois tipos de terroristas: os tradicionais e os ‘Padilha style’. Na visão do diretor, apenas terroristas árabes são ‘loucos’ o suficiente para brigar até o fim em um ato como o sequestro de avião – o que era comum para os terroristas. No caso dos terroristas ‘Padilha style’, pensar em matar assusta, mas sequestrar um avião é bem tranquilo. Apenas os revolucionários alemães conseguem se importar com o bem estar dos reféns e se recusam a manter presos os judeus. Porém, isso só acontece porque eles querem se diferenciar de Hitler, único símbolo de maldade.

Reféns do voo mantidos em uma área desativada do aeroporto de Entebbe

Apesar de ter acertado no tema, o que deveria ser um thriller passa a ser um filme com pouco suspense e pouca ação – o que deixa a trama desinteressante. Os personagens são pouco explorados e pouco envolventes e é difícil criar uma empatia por qualquer um deles, independentemente do lado. A hesitação do primeiro-ministro em negociar com os terroristas quase não consegue demonstrar o medo dele em perder mais de 200 reféns. Isso é um problema já que o filme deveria emanar tensão. Volto a dizer que são mais de 200 reféns e pouco vemos a sensação de agonia que deveria existir.

Para não dizer que o filme foi de todo ruim, as cenas que envolvem ação são perfeitamente pensadas e lembram os tempos de ouro de Padilha, como nos dois Tropa de Elite e em Narcos. A forma como ele alterna as imagens entre o ataque israelense e uma apresentação de dança traz a impressão de como ambas as áreas precisam ser ensaiadas e orquestradas para que tudo saia como o programado. No caso da dança, não havendo erros e, no caso do ataque militar, não havendo baixas. 

 

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