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Noite cultural em Patos, nesta quinta-feira (29), com o lançamento do livro 'Porto Morto', de Damião Lucena

Por Assessoria   Quinta-Feira, 29 de Outubro de 2026

Uma tragédia que marcou o município de Patos pelo grau de violência e sentimento de impunidade, ocorrida há quase 34 anos, e que continua viva na mente de quem viveu na época ou ouviu falar da história. O assassinato do radialista Paulo Porto, juntamente com a empresária Alba Liene, mortos a pauladas e pedradas, cujos corpos foram encontrados nas proximidades do Aeroporto Brigadeiro Firmino Ayres de Araújo, é motivo de um livro, escrito ao longo de 33 anos, pelo jornalista, radialista e historiador Damião Lucena, tendo como base o Inquérito Policial, Processo Judicial, e elementos outros que compõem um verdadeiro quebra cabeças de um dos casos mais emblemáticos da capital do sertão da Paraíba.

Além de ter sido amigo pessoal e colega de trabalho de Paulo Porto, por cerca de 10 anos, o autor também foi colega estudantil de Alba Liene, com a qual mantinha laços de amizade, motivo pelo qual fez inserir na publicação acontecimentos da vida de ambos, elementos biográficos que compõem as suas trajetórias, percalços existenciais e episódios paralelos que acabaram influenciando no processo de apuração, o qual deixou muito a desejar, culminando com a ausência de condenados, dúvidas em diversas frentes, mesmo com o trabalho de investigação desenvolvido pelas polícias civil e federal.

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Paulo Porto militava na comunicação, como integrante da Rádio Espinharas de Patos, e havia conquistado um mandato de vereador, devendo assumir a cadeira 23 dias após ser assassinado. Alba Liene era viúva e proprietária da Casa do Sorveteiro, estabelecimento comercial localizado na rua Peregrino de Carvalho, próximo ao Mercado Público Municipal. O livro “Porto Morto”, traz, além das informações, imagens de vários pontos, a partir da localização dos corpos, perícias, exumação, relatos de prisões, acompanhamento dos julgamentos e repercussões na Imprensa e sociedade.

O lançamento será a partir das 19h, no Centro Cultural Amaury de Carvalho, na Praça Edivaldo Motta e é aberto ao público em geral. O projeto tem o apoio da PNAB – Política Nacional Aldir Blanc de Fomento a Cultura, através de Edital publicado pela Secretaria de Cultura do Município.

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