Número de acidentes de moto sobe mais de 8% nas rodovias paraibanas
Por Janinne Vivian - JP Online Domingo, 17 de Maio de 2026
O número de acidentes de moto registrados nas rodovias federais da Paraíba cresceu 8,6% em 2025 na comparação com o ano anterior. O dado faz parte de uma apuração do Núcleo de Dados da Rede Paraíba, com base em informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Segundo a PRF, em 2025 foram contabilizados 1.211 acidentes envolvendo motocicletas nas BRs do estado. As ocorrências deixaram 1.471 pessoas feridas e provocaram 77 mortes. Em relação a 2024, todos os indicadores cresceram: o número de feridos aumentou 7,5% e o de mortes 6,9%.
Em 2026, até o mês de março, mais de 300 acidentes de moto já haviam sido registrados nas rodovias paraibanas. Os dados apontam cerca de três ocorrências por dia, com 400 pessoas feridas e 16 mortes no período.

Dados de acidentes de moto registrados em rodovias federais da Paraíba.
Reflexos nos hospitais de referência
Os acidentes registrados nas rodovias também se refletem dentro das cidades. No Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, foram realizados 9.786 atendimentos por acidentes de moto em 2024.
Em 2025, o volume se manteve praticamente estável. Já em 2026, até março, mais de 2,3 mil atendimentos haviam sido registrados, mantendo a média de 27 pacientes por dia.
Em Campina Grande, os atendimentos cresceram de forma mais expressiva. O Hospital de Emergência e Trauma da cidade passou de mais de 8,8 mil atendimentos em 2024 para 10,6 mil em 2025, um aumento de 21%. Nos três primeiros meses de 2026, foram mais de 2,6 mil atendimentos, crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Houve aumento nos atendimen.
Pedidos de auxílio-acidente crescem
O aumento dos acidentes aparece também nos dados da Previdência. Em 2024, foram concedidos mais de 76 mil auxílios-acidente no país, somando benefícios comuns e os relacionados ao trabalho. O total pago ultrapassou R$ 92 milhões.
Em 2025, os números cresceram. Foram quase 100 mil auxílios-acidente concedidos, com pagamentos que superaram R$ 125 milhões, um aumento de 30% em relação ao ano anterior.
O advogado previdenciário Edivanildo Nunes explica que o primeiro passo para solicitar o auxílio é reunir a documentação básica, como documentos pessoais, carteira de trabalho e laudos médicos que comprovem o acidente e a redução da capacidade de trabalho.
"Com a documentação em mãos, ele pode requerer o benefício diretamente no INSS por meio do site ou aplicativo meu INSS ou até mesmo por meio do do telefone, ligando para 135. O processo vai tramitar lá no INSS e em caso de indeferimento, recomendamos que ele procure um advogado para fazer o processo judicial ou, se ele tiver dificuldade com o sistema do INSS, ele também pode iniciar já o processo administrativo com o advogado”, detalha Edivanildo.
O advogado explica, ainda, que o processo, normalmente, vai tramitar na Justiça Estadual. Os benefícios previdenciários, via de regra, tramitam na Justiça Federal, que é órgão especializado, com um perito já contratado. “O processo, em tese, é bem mais célere”, completa Edivanildo Nunes.