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Ministério Público vai apurar caso de intoxicação com mais de 100 clientes de pizzaria em Pombal

Por Lucas Isídio - Click PB   Quinta-Feira, 19 de Março de 2026

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) vai apurar o caso de intoxicação com mais de 100 clientes afetados após consumo em uma pizzaria no município de Pombal, no Sertão da Paraíba. O caso aconteceu no domingo (15) e as reações passaram a surgir na segunda-feira (16). Ontem (17), uma consumidora morreu após agravamento dos sintomas. Um dos donos da pizzaria prestou solidariedade pela morte de Raissa Maritein, pediu desculpas a todos, disse que nunca teve a intenção de machucar ninguém e que colabora com as autoridades para esclarecer o caso (confira o vídeo no final da matéria).

A 2ª promotora de Justiça de Pombal, com atribuição na área da saúde, Patrícia Napoleão de Oliveira, instaurou o procedimento administrativo nessa terça-feira (17) para apurar o caso das pessoas que procuraram atendimento médico após o consumo de pizzas na Pizzaria La Favorita.

A promotora do Ministério Público da Paraíba solicitou, no procedimento, informações aos órgãos e instituições, como a Vigilância Sanitária, delegacia de Polícia Civil e Hospital Regional de Pombal, que possam fornecer mais detalhes sobre o caso.

A partir das respostas recebidas dos órgãos, a promotora vai definir as próximas diligências e ações a serem adotadas pelo Ministério Público em relação ao caso.

Pizzaria

Após mais de 100 pessoas apresentarem sintomas de intoxicação alimentar depois do consumo em uma pizzaria no município de Pombal, no Sertão da Paraíba, a Polícia Civil abriu inquérito para acompanhar o caso. O delegado Rodrigo Barboza informou ao ClickPB, nesta terça-feira (17), que o resultado da perícia é um dos principais pontos da investigação, no momento, pois vai indicar qual substância causou a intoxicação. O caso aconteceu no domingo (15) e ganhou repercussão nacional nesta terça-feira.

O número de intoxicados girava em torno de 114 pessoas, nesta terça-feira (17), segundo dados preliminares. O delegado destaca que são mais de 100 infectados, mas lembra que o número exato ainda é difícil de definir porque algumas pessoas podem ter passado mal, mas sem procurar atendimento hospitalar.

Uma mulher morreu, nesta terça-feira (17), após a intoxicação. Raissa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos, era servidora na área de Agronomia na Prefeitura de Pombal. A morte dela causou comoção e indignação nos moradores do município.

Pizza de carne de sol na nata

O delegado relatou ao ClickPB que quase todas as pessoas intoxicadas consumiram o sabor de pizza carne de sol na nata, o que levanta a suspeita sobre a carne e a nata adicionadas à pizza. Os ingredientes e amostras de pizzas fornecidas pelos clientes que pediram ‘delivery’ foram recolhidas para perícia.

Desinsetização

Outro ponto levantado pelo delegado é que há relatos de que a pizzaria passou por desinsetização dias antes dos clientes apresentarem as queixas de sintomas de intoxicação. A Polícia Civil vai apurar se houve contaminação cruzada com substâncias da desinsetização e os ingredientes das pizzas.

Interdição

A Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) interditou a pizzaria, de forma cautelar, por 90 dias. O delegado Rodrigo Barboza disse ao ClickPB que as análises iniciais da Agevisa no local indicaram o funcionamento da pizzaria em desacordo com uma norma de vigilância sanitária e que havia documentações não estavam atualizadas no momento da inspeção.

Segundo o delegado, um dos responsáveis pela pizzaria foi ouvido e esse homem acredita que o problema teria sido na carne ou na nata das pizzas de carne de sol na nata. Para o delegado, esses são relatos iniciais e valerá aguardar o resultado da perícia.

Perícia

Foram coletados, na segunda-feira (16), materiais na pizzaria e amostras de pizzas possivelmente contaminadas para a realização da perícia.

Além disso, o corpo de Raissa Maritein foi submetido a exame toxicológico para encontrar a substância que possa ter causado a contaminação nela.

Inquérito e crime

O inquérito da Polícia Civil foi instaurado na segunda-feira (16) e tem prazo de 30 dias, podendo ser prorrogado.

O resultado da perícia levará mais de um mês para ser fornecido, segundo previsão do delegado.

Em relação ao crime apontado no caso, o delegado Rodrigo Barboza disse ao ClickPB que os donos da pizzaria podem responder por crime contra as relações de consumo, que seria vender ou oferecer material impróprio para consumo, ainda que sem intenção. Em caso de condenação, a pena pode ser aumentada pela metade em razão da quantidade de pessoas afetadas. E, com a morte da Raissa, poderá haver indiciamento por homicídio culposo.

Defesa

Em vídeo nas redes sociais, um dos donos da pizzaria prestou solidariedade pela morte de Raissa Maritein, pediu desculpas a todos, disse que nunca teve a intenção de machucar ninguém e que colabora com as autoridades para esclarecer o caso.

Confira no vídeo o pronunciamento:

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