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Auditoria do TCE aponta descontrole em 2024 nos gastos da PB Saúde, do Governo do Estado

Por João Paulo Medeiros   Sexta-Feira, 27 de Fevereiro de 2026

Um relatório feito por auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE), na análise das contas de 2024 da Fundação PB Saúde, aponta para problemas diversos e um possível descontrole nos gastos da instituição. De acordo com o processo, a entidade recebeu R$ 498 milhões da Secretaria de Saúde da Paraíba.

Os auditores observam no documento que em 2024 a PB Saúde passou por mudanças administrativas, tendo superintendentes diferentes.

O médico Ari Reis, atual secretário de Saúde do Estado, que ficou no comando da PB Saúde entre janeiro e junho de 2024; Alexandre Bento, que assumiu a direção da instituição em junho e permaneceu até o início de dezembro; e Jhony Bezerra, entre os dias 3 e 31 de dezembro daquele ano.

Após analisarem as defesas apresentadas pelos três, os auditores concluíram que existem pontos críticos na prestação de contas da Fundação, como "registros financeiros que não batem com valores recebidos; uso de recursos de um contrato para pagar despesas de outro; gastos acima do permitido; falhas na conferência e autorização de pagamentos; informações diferentes em portais oficiais; ausência de reservas financeiras obrigatórias; falta de fiscalização adequada do Estado; e órgãos de controle interno que não atuaram como deveriam".

O parecer ainda será apreciado pelo MPC e pelos membros do TCE.

Veja aqui os pareceres

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Outros problemas

A PB Saúde administra os hospitais Metropolitano, Regional de Guarabira e Edson Ramalho. A entidade foi criada em 2020 para substituir as Organizações Sociais (OS's), investigadas pela Operação Calvário por desvios milionários.

Em janeiro servidores do Hospital Metropolitano denunciaram a presença de baratas na comida, problemas em aparelhos de ar-condicionado e falta de repasses do FGTS.

O caso está sendo apurado pelo Ministério Público.

Essa semana, uma nova denúncia. Dessa vez os médicos da unidade reclamam de erros em laudos médicos. Eles dizem que os laudos que antes eram feitos pelas equipes do próprio hospital foram transferidos para uma empresa de São Paulo.

Conforme os profissionais, os documentos enviados de São Paulo não teriam o detalhamento necessário para um diagnóstico preciso.

 


				
					Auditoria do TCE aponta descontrole nos gastos da PB Saúde, do Governo do Estado, em 2024

Baratas na comida servida pelo Hospital Metropolitano. Denúncia anônima

O que dizem a PB Saúde e o Metropolitano

Em nota, a Fundação PB Saúde afirmou que "o relatório em questão possui caráter preliminar e integra a etapa ordinária do procedimento de fiscalização. Desde a notificação, as equipes técnica, contábil e jurídica da PB Saúde estão realizando análise detalhada dos apontamentos constantes no documento, bem como organizando e elencando a documentação comprobatória que será formalmente apresentada ao TCE-PB dentro do prazo estabelecido".

"Todos os esclarecimentos necessários serão prestados ao órgão de controle, com a convicção de que a documentação a ser apresentada demonstrará a regularidade dos atos administrativos e financeiros praticados", ressalta a entidade sobre a auditoria do TCE.

Quanto às denúncias de laudos médicos com erros, a Fundação considerou que o modelo "foi adotado para garantir agilidade na liberação dos resultados, atendimento contínuo à população e suporte especializado às equipes médicas. Afirmando ainda que "divergências de interpretação podem ocorrer na prática médica, especialmente em exames de alta complexidade. A elaboração do laudo é um ato médico técnico, baseado em critérios científicos e de responsabilidade do profissional que o assina".

Já o metropolitano informou que "conta com uma central de laudos formada por quatro empresas credenciadas, responsáveis pela responsáveis pela emissão de laudos de Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada em 11 equipamentos distribuídos nas três macrorregiões da Paraíba, além da realização de ultrassonografias".

O ex-superintendente da PB Saúde, o médico Jhony Bezerra, também através de nota, ressaltou que esteve no comando da Fundação apenas em dezembro.

"A menção ao seu nome no relatório decorre exclusivamente de uma formalidade legal o encaminhamento dos balancetes de encerramento do exercício obrigação inerente ao gestor que ocupa a superintendência no último mês do ano. Observa-se, contudo, que a divulgação dessas informações tem sido explorada sob evidente viés político, com a distorção de aspectos técnicos capazes de gerar interpretações equivocadas e confundir a opinião pública, especialmente em um momento sensível", diz a nota.

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