Heteroflex: entenda a identidade sexual que cresceu 193% em aplicativos
Por BAND/UOL Segunda-Feira, 2 de Fevereiro de 2026
O termo heteroflex tem ganhado destaque nas discussões sobre sexualidade e comportamento, registrando um crescimento expressivo em 2025. De acordo com um relatório recente de um aplicativo de encontros, a identificação com essa identidade sexual aumentou 193% no último ano.
A identidade heteroflex é atribuída a pessoas que se definem majoritariamente como heterossexuais, mas que admitem sentir atração ou ter experiências casuais com indivíduos do mesmo sexo. O influenciador Eduardo Mancini, que se identifica com o termo, explicou durante o programa que ser heteroflex não significa uma mudança na base da orientação sexual, mas sim uma abertura para desejos pontuais.
Diferença entre heteroflex e bissexualidade
Uma das maiores dúvidas do público reside na distinção entre o heteroflex e o bissexual. Mancini esclareceu que, enquanto o bissexual sente atração por homens e mulheres de forma frequente e equilibrada, o heteroflex mantém sua base no interesse pelo sexo oposto, tratando o interesse pelo mesmo sexo como algo esporádico e movido pela curiosidade.
O bissexual sente atração por homens e mulheres de forma frequente. Já o heteroflex é hétero, mas curioso. É uma coisa pontual, afirmou Mancini.
Ele ressaltou que a descoberta dessa identidade ocorreu de forma natural ao perceber que a atração humana não segue regras rígidas e que viver a sexualidade de forma honesta é o caminho para evitar rótulos fixos que não condizem com a realidade individual.
Fluidez e liberdade masculina
Durante o debate no Melhor da Noite, a terapeuta sexual Bárbara Bastos destacou a importância de compreender a sexualidade como algo fluido. Para ela, antes de tentar se encaixar em uma definição estrita, o indivíduo deve priorizar a sinceridade sobre como se sente e respeitar as próprias curiosidades.
Pâmela Lucciola acrescentou que o surgimento e a aceitação de termos como heteroflex podem ajudar especialmente os homens a se libertarem de preconceitos enraizados. Ela avalia que homens bissexuais ainda sofrem estigmas sociais acentuados e que responder aos próprios desejos com respeito e fluidez contribui para uma vivência mais saudável da sexualidade.
O crescimento dessa identidade reflete uma tendência de 2025 para comportamentos menos rígidos e mais voltados à honestidade emocional. Como pontuado por Mancini, o objetivo não é enganar a si mesmo ou aos outros, mas sim permitir que a atração ocorra sem a pressão de rótulos tradicionais que podem não abranger todas as experiências humanas.