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Trump apaga montagem de IA em que ele aparecia como Jesus após críticas ao Papa

Por G1   Segunda-Feira, 13 de Abril de 2026

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, apagou de suas redes sociais nesta segunda-feira (13) uma montagem gerada por inteligência artificial que o retratava como Jesus após receber críticas e acusações de blasfêmia.

 

Postagem de Donald Trump no domingo, 12 de abril — Foto: Reprodução/Truth Social

Postagem de Donald Trump no domingo, 12 de abril — Foto: Reprodução/Truth Social

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, apagou de suas redes sociais nesta segunda-feira (13) uma montagem gerada por inteligência artificial que o retratava como Jesus após receber críticas e acusações de blasfêmia.

 

 

A imagem foi publicada por Trump em sua rede social Truth Social no domingo à noite, logo após uma publicação de críticas ao papa Leão XIV e o chamava de "fraco".

Na imagem gerada por IA, Trump é retratado com uma túnica branca, tal qual Jesus geralmente é representado, abençoando um homem doente. As mãos do presidente norte-americano Um brilho aparecem com um brilho característico de divindade. Ao fundo aparecem a bandeira dos Estados Unidos, a Estátua da Liberdade, caças de guerra, gaviões e o que parecem ser divindades. (Veja na imagem acima)

 

A publicação com a imagem não aparecia mais nas redes sociais do presidente dos EUA na tarde desta segunda, e a exclusão do post foi confirmada pela mídia norte-americana. O repórter Aaron Blake, da TV CNN Internacional, afirmou que "até mesmo alguns aliados de Trump classificaram [a imagem] como blasfêmia".

 

Trump recebeu uma chuva de críticas de diversos setores e autoridades dentro e fora dos EUA, inclusive de sua base de apoio Maga ("Façam os EUA grandes novamente" em português), por conta da publicação.

A ex-deputada Marjorie Taylor Greene disse que a imagem "é mais do que blasfêmia, é o espírito do antiCristo". Outras figuras influentes do movimento conservador nos EUA que também criticaram Trump foram o coapresentador da Fox News Joey Jones e os ativistas Brilyn Hollyhand e Riley Gaines.

Políticos do Congresso dos EUA, como o deputado Jim McGovern, também repudiaram nas redes sociais a montagem de IA. O governador da Califórnia —e principal opositor de Trump—, Gavin Newsom, reagiu à exclusão do post: "Agora delete sua presidência".

A influencer de extrema direita Laura Loomer, que também é conselheira de Trump, saiu em defesa do presidente dos EUA e afirmou que "pessoas surtando por causa de um meme precisam se acalmar".

A Casa Branca não se manifestou de forma oficial sobre a publicação até a última atualização desta reportagem.

Trump, que não frequenta a igreja regularmente, conquistou ampla maioria dos eleitores cristãos na eleição de 2024. Ele também avançou entre eleitores católicos, que o apoiaram por 56% a 42%, após uma divisão mais equilibrada em eleições anteriores, segundo análise de Ryan Burge, professor de ciência política da Universidade de Washington e ex-pastor.

Após sobreviver por pouco a uma tentativa de assassinato em julho de 2024, alguns apoiadores evangélicos disseram que isso era uma prova de que ele havia sido abençoado por Deus.

Esta não foi a primeira vez que Trump irritou sua base eleitora cristã desde que foi eleito. Em maio de 2025, entre a morte do papa Francisco e o início do Conclave, que escolheria o novo papa, seu perfil oficial republicou outra montagem de IA, desta vez em que ele aparecia retratado como pontífice. Ele também recebeu críticas pelo episódio.

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