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Quem é a grávida que divide marido com 5 mulheres em família poliafetiva

Por Metrópoles   Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2026

A empresária Laís Rocha, de 27 anos, divide o marido – com quem tem um relacionamento de 10 anos – com mais cinco mulheres. O que seria motivo de ciúmes ou briga para outros casais, se tornou a configuração mais adequada para a jovem, atualmente grávida do primeiro filho, e para o companheiro, o motoboy Ivan Rocha, de 36 anos.

Família poliafetiva: quem é a grávida que divide marido com 5 mulheres - destaque galeria

Laís e Ivan mantêm um relacionamento com a empresária Ana Carolina, 20 anos; a engenheira Natália Ferrari, 30; a criadora de conteúdo Camili Sousa, 20; a autônoma Maria Eduarda da Silva, 20; e a radiologista Juliana Aires, 22. Os sete moram juntos em Atibaia, no interior de São Paulo.

 

"Julgados todos os dias por pessoas que não moram na mesma casa que a gente, por pessoas que vomitam que nossa vida é errada perante os padrões sociais."

"Mas nenhum deles realmente sabem e vivem dentro da nossa casa, uma casa cheia de amor, respeito, carinho e admiração."

“Esse tipo de relacionamento não é para qualquer um, não é todo mundo que está pronto. Ninguém está pronto. A sociedade não fala que você vai casar com duas, três, quatro pessoas. Então, é uma desconstrução e uma reconstrução”, disse Laís, ao Metrópoles.

Além de ser uma das esposas de Ivan, ela também é uma das administradoras do perfil @trisalrochas no Instagram, que acumula mais de 258 mil seguidores. Na página, o grupo publica conteúdos sobre o dia a dia de uma “família poliafetiva em ‘V’”, como se descrevem, além de provocações relacionadas às escolhas afetivas dos envolvidos

."Aqui na internet vocês assistem no reels a parte 'cômica', mas nos bastidores vai muito além."

"Não é querendo julgar, nem fazer comparativo, mas existem famílias tradicionais que infelizmente não vivem um terço do que vivemos."

“Dia a dia de um motoboy e suas esposas”, diz o perfil da família de sete membros, que deve receber o oitavo em breve.

"Uma família que trabalha todos os dias, nas entregas junto do nosso marido, todas as refeições são feitas na mesa de jantar, quando não sabemos o que fazer resolvemos juntos, um marido que incentiva, motiva e investe nos nossos sonhos…"

“Todas vão ser mães”

Conforme Laís, todas as demais companheiras do marido também assumirão responsabilidades na criação do bebê que ela e Ivan aguardam.

 

“Todas elas não estão isentas dessa responsabilidade de cuidar, de ajudar e é uma das coisas que eu falo sobre o relacionamento poliafetivo. Pelo menos aqui em casa, para mim, tem sido maravilhoso. Elas me ajudam com absolutamente tudo”, contou.

A gravidez foi totalmente planejada. Laís já havia engravidado, em junho de 2025, mas perdeu o bebê. Desde então, uma nova gestação era algo que todos esperavam. Segundo ela, as outras meninas também querem ser mães e o plano é que Natália seja a próxima a gestar um filho.

Apesar de morarem todos juntos, Rocha é casado no papel apenas com Laís. No Brasil, a lei não permite o matrimônio com mais de uma esposa em cartório. Elas, porém, estão planejando uma cerimônia de casamento para novembro deste ano.

“Nós vamos realizar o sonho de todas as meninas: iremos casar todas de branco. Inclusive, no nosso casamento, os nossos padrinhos serão trisais e famílias já poliafetivas”, disse.

 

Como o casal se juntou com as 5 mulheres

Laís, a “esposa 01”, está com o Van – apelido carinhoso das esposas para o marido – há 10 anos. Eles se conheceram no Facebook, começaram a namorar e, com 20 dias de relacionamento, o motoboy já queria se casar. Insegura, ela botou um fim na relação.

Ivan, então, se casou com uma conhecida de Laís, que propôs uma experiência a três entre eles. A empresária topou e o relacionamento foi evoluindo. Laís se mudou para a casa do casal, mas o trisal era mantido em segredo.

A empresária morou com Ivan e a ex-mulher dele durante 2 anos. Laís, no entanto, decidiu terminar e saiu de casa. Um tempo depois, o motoboy se divorciou. Ele e Laís se reconectaram e se casaram. Três meses depois, ela sugeriu trazer outras meninas para a relação.

“A experiência anterior me fez bem, eu queria dar sequência a isso. Ele olha pra mim e fala: ‘Tem certeza que é isso que você quer?’. Eu falo: ‘É isso que eu quero’. E aí a gente começa a viver esse estilo de vida poliafetivo”, relembrou.

Laís revelou que não é bissexual e, sim, heterossexual. No relacionamento, o fetiche da empresária é o “trollismo” — prazer em assistir a pessoa que ama em ato sexual com outra.

No começo, a ideia, segundo ela, não era que as outras meninas se casassem com eles, explicou. Laís admitiu que, na época, tinha um complexo que a impedia de gostar das outras mulheres. “Depois de um tempo, eu começava a observar os defeitos. Eu desapegava muito rápido e já queria trocar, ‘ir para a próxima”, falou.

Em seis meses, eles conheceram a Ana Carolina, a “esposa 02”. “Ela foi sensacional. Ela chegou na nossa vida aos 18 anos de idade e a maturidade que ela mostrava era sensacional […] Ela chegou na nossa vida falando: ‘Eu quero estar com vocês, eu quero casar com vocês e eu quero ter um filho de vocês’”, lembrou Laís. Eles, então, assumiram o trisal nas redes sociais.

Em fevereiro de 2024, Laís e Ana tiveram uma conversa e decidiram colocar mais uma menina no casamento. Eles, então, abriram um perfil no Tinder e, assim, Natália entrou na relação.

A próxima esposa, Camili, era seguidora do trisal nas redes sociais e mandou mensagem para eles dizendo que tinha interesse em conhecer o estilo de vida deles. Ela, então, foi passar um final de semana na casa de Laís, Ivan, Ana e Natália. Porém, quando voltou para casa, pensou que não estava pronta para viver um relacionamento poliafetivo. Um tempo depois, se arrependeu e voltou.

Em casa, Camilli começou a ver a dinâmica da família e acabou se apaixonando por Ivan, se tornando, então, a quarta esposa. A Duda e Ju, que também “entraram” no casamento pelo Instagram, não aparecem tanto no perfil deles. “A gente tomou a decisão de não ficar postando com tanta frequência, até a gente ter certeza que elas realmente vão ficar”, explicou.

Laís ressaltou que nenhuma das esposas é bissexual e que elas não tem envolvimento sexual entre elas. Todas se relacionam apenas com o Ivan. Entre as mulheres, segundo a empresária, existe muita amizade e companheirismo.

Preconceito

Laís revelou que, com o planejamento do casamento, ficou ainda mais evidente o quanto a sociedade brasileira é preconceituosa com relacionamentos poliafetivos. “A gente teve dificuldade para alugar o vestido, para poder alugar o lugar […] Eles criam uma certa rejeição quando falamos que é um homem com mais de uma esposa”, explicou.

Para Laís, o maior desafio foi a própria mãe, que, no início teve uma certa rejeição, mas depois que entendeu a dinâmica do relacionamento, mesmo não concordando, ama e respeita o estilo de vida da filha. Ela até frequenta a casa dos Rocha.

“A princípio, quando a gente assume a Ana, a minha sogra tem uma certa rejeição, só que o Ivan, ele sempre foi muito claro: ‘É a nossa vida, são os nossos desejos, são as nossas escolhas; você não precisa amar, você precisa respeitar’. Então, às vezes, saber se impor faz com que as pessoas reconheçam os lugares delas, né? E com a minha sogra não foi diferente […] Ela também não concorda, mas ela ama e respeita”, falou.

Os Rocha não mantém contato com os parentes das outras meninas.

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