"Já teve cliente perguntando se deveria pagar menos pelo corte porque estava sem roupa e outros querendo saber o que eu achava do corpo deles. Quando você trabalha com uma proposta como essa, precisa deixar muito claro o que faz parte do atendimento e quais são os limites", afirma.
A preocupação com registros não autorizados surgiu por outro motivo. Segundo Daniella, alguns homens tentaram fotografar ou filmar a experiência às escondidas para mostrar aos amigos. A prática passou a ser proibida pela casa, assim como qualquer tentativa de envolver a equipe em questões relacionadas à vida conjugal dos frequentadores.
"Tem cliente que quer provar para os amigos que realmente esteve aqui e tenta fazer uma foto escondida. E se ele é casado, também não vou ser colocada na posição de mentir para a esposa. O que ele combina no relacionamento é responsabilidade dele", explica
Os cortes custam entre R$ 2 mil e R$ 4 mil e, segundo a empresária, a procura já levou a uma fila de espera de até três meses. O formato pouco convencional ajudou a colocar o estabelecimento no radar, mas Daniella diz que a dinâmica não muda a relação profissional entre quem presta o serviço e quem procura a experiência.
"A pessoa pode vir pela curiosidade e achar a experiência diferente, mas continua sendo um atendimento profissional. Estar sem roupa não significa que vale tudo. Prefiro deixar as regras claras antes do que precisar lidar com uma situação desconfortável depois", conclui.