
Por G1 Quarta-Feira, 26 de Maio de 2021
O fenômeno conhecido como superlua foi observado ao redor do mundo na noite da terça-feira (25).
Desta vez, além de a Lua parecer maior por causa de seu posicionamento, ela também passa por um eclipse lunar total, que pode ser visto em partes do Brasil até as 9h52 desta quarta-feira (26), exceto em parte do Nordeste (entenda detalhes e horários no vídeo abaixo).

Eclipse da superlua: veja onde e que horas fenômeno será visível no Brasil
A 'superlua' ocorre quando a Lua está próxima de seu perigeu, ponto de sua órbita mais perto da Terra.
Veja fotos da 'superlua' ao redor do mundo:
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Superlua registrada no céu da Macedônia do Norte na noite deste 25 de maio. — Foto: Ognen Teofilovski/Reuters
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Superlua vista entre as torres da Basílica de São Pedro e São Paulo, em Praga, na noite deste 25 de maio. — Foto: Michal Cizek / AFP
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Vista da lua quase cheia a partir da zona Sul de Porto Alegre (RS) , no início da noite desta terça-feira (25). — Foto: WESLEY SANTOS/ESTADÃO CONTEÚDO
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Superlua no céu de Dubai, registrada nesta terça-feira (25). — Foto: Giuseppe CACACE / AFP
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A Lua atrás dos refletores do estádio Monumental, em Buenos Aires, durante jogo entre River Plate e Fluminense — Foto: Juan Mabromata / Reuters
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Homem pesca no rio Missouri enquanto a lua quase cheia sobe além do horizonte em Kansas City, Missouri — Foto: Charlie Riedel / AP Photo
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A lua cheia surgindo sobre o Mar Mediterrâneo vista de Ibiza — Foto: AFP Photo
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A lua cheia na capital síria, Damasco — Foto: Hassan Ammar / AP Photo
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Pontes levadiças se erguem no rio Neva, com a lua no céu, em São Petersburgo, Rússia — Foto: Dmitri Lovetsky / AP Photo
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San Diego, na Califórnia — Foto: Mike Blake / Reuters
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A lua nasce acima da Torre Barangaroo em Sydney — Foto: Mark Baker / AP Photo
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A Lua sobre uma mesquita no emirado do Golfo de Dubai — Foto: Giuseppe Cacace / AFP Photo
No início da manhã desta quarta-feira (26), começou no Brasil a fase inicial de um eclipse lunar total – quando Sol, Terra e Lua se alinham e nosso planeta faz sombra sobre o satélite. A fase total, no entanto, ficou mais difícil de assistir devido à luminosidade e por causa do próprio curso do fenômeno (entenda no mapa abaixo).
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A foto combinada mostra a Lua completamente eclipsada, no centro, e as diferentes fases do eclipse lunar total conforme visto em Los Angeles, Califórnia. — Foto: Associated Press
O eclipse começou às 6h47, no horário de Brasília. A fase da umbra – quando a sombra do Sol começa a ser observada na Lua –, teve início às 7h44. Às 8h11, o satélite fica na fase total máxima, até as 8h25: 14 minutos. A fase parcial segue até às 9h52 e tudo termina às 10h49.
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Como é um eclipse lunar total — Foto: G1
Como o eclipse ocorre no início da manhã no Brasil, o ideal era tentar acompanhar o fenômeno durante o amanhecer. A previsão era que Austrália e Nova Zelândia, entre outros lugares do planeta, fossem os lugares com a melhor chance para observação. Na América do Sul, os vizinhos Chile e Argentina também poderão pegar boas imagens da Lua.
Diferente de um eclipse solar total – quando o que é "escondido" é o Sol – a observação da versão lunar não exige um óculos de proteção. A visão da Lua é a olho nu. Um binóculo ou uma luneta simples podem ajudar. É mais fácil de assistir em áreas menos iluminadas – campos e praias – e com o horizonte livre.
Veja no mapa abaixo:
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Eclipse lunar total em 26 de maio — Foto: G1
Além disso, em todo eclipse lunar total se observa a chamada "lua de sangue" – termo usado popularmente, mas não adotado tecnicamente pelos astrônomos, e que se refere ao tom avermelhado que a Lua assume quando entra na fase máxima de sombreamento. Essa mudança de cor é provocada pelos mesmos fatores que fazem o céu ser azul.
Nesta quarta-feira, a Lua deve assumir essa tonalidade na fase total do eclipse, de 8h11 a 8h25. Sol, Terra e Lua ficarão alinhados, e nosso planeta bloqueará a passagem dos raios solares até o satélite. A forma como a luz de cores vermelho e laranja é "desviada" ao passar pela atmosfera da Terra reflete na Lua, criando o tom da "lua de sangue".
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O fenômento da Lua de Sangue — Foto: Alexandre Mauro/G1