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Especialista explica como identificar suplementos irregulares e proteger sua saúde

Por BAND/UOL   Domingo, 16 de Novembro de 2025

Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) notificaram grandes plataformas de varejo online, como Amazon, Magazine Luiza, Mercado Livre e Shopee, para que revisem os anúncios de venda de suplementos da marca Whey Gourmet.

A medida tem como objetivo principal prevenir riscos aos compradores e garantir a suspensão imediata das vendas até que a qualidade dos produtos seja devidamente verificada.

Além da suspensão, a Senacon exigiu esclarecimentos das plataformas sobre seus processos internos. O órgão questionou quais são os mecanismos de controle e verificação da autenticidade dos produtos vendidos por terceiros, como funcionam as políticas de responsabilização para vendedores que comercializam itens irregulares e quais são os procedimentos de devolução e ressarcimento para os consumidores lesados.

O Risco no Rótulo e na Saúde

O consumo de suplementos que não seguem os padrões de qualidade ou não possuem aprovação da Anvisa pode representar sérios riscos à saúde. Segundo Edgard Filho, Gerente de Garantia de Qualidade da Vitamedic, o perigo está na incerteza do que se está consumindo. “O consumidor pode estar ingerindo um produto sem procedência, com matérias-primas impuras ou até com substâncias não declaradas na embalagem”, alerta o especialista.

Ele explica que, em alguns casos, a composição pode conter ingredientes que não têm relação com o produto anunciado, o que potencializa os perigos. “Essas irregularidades podem causar reações adversas, intoxicações e até problemas de saúde”, complementa Filho.

Em casos mais graves, podem ser encontrados estimulantes, hormônios e até mesmo medicamentos controlados não declarados no rótulo. O consumo dessas substâncias pode levar a reações adversas, intoxicações, problemas cardiovasculares e sobrecarga do fígado e dos rins.

Como se Proteger de Produtos Falsificados

Para evitar cair em armadilhas, o consumidor precisa ser o primeiro fiscal do produto. Edgard Filho orienta que a verificação começa na própria embalagem. “O consumidor pode verificar a autenticidade de um produto observando, antes de tudo, a unidade responsável pela fabricação e a qualidade das informações presentes na embalagem”, instrui.

Uma segunda camada de proteção, e mais segura, é a consulta online. “Uma forma segura de confirmar a regularidade é por meio do site da Anvisa, na área de consulta de alimentos. Lá, é possível conferir se a empresa e o produto estão devidamente registrados e autorizados pela agência”, afirma o gerente. Segundo ele, “essa checagem garante que o item atenda aos padrões de qualidade e segurança exigidos, oferecendo mais confiança de que se trata de um produto original e regulamentado”.

Nesta plataforma, é possível checar se a empresa e o produto estão devidamente registrados e autorizados pela agência. “Essa checagem garante que o item atenda aos padrões de qualidade e segurança exigidos, oferecendo mais confiança de que se trata de um produto original e regulamentado,” complementa o especialista.

Outras dicas importantes incluem:

  • Desconfiar de preços muito baixos: Ofertas muito abaixo da média do mercado podem ser um forte indício de falsificação.
  • Verificar a embalagem: Rótulos com erros de impressão, informações borradas ou embalagens de baixa qualidade e sem lacre de segurança são sinais de alerta.
  • Comprar de fontes confiáveis: Dar preferência a lojas e distribuidores autorizados pelas marcas.
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