Compartilhe

Operação “Papel Timbrado IV” desarticula esquema de fraudes em licitações e lavagem de dinheiro

Por Click PB    Terça-Feira, 14 de Maio de 2019


O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado da Paraíba, com base em denúncia e pedidos cautelares apresentados pela 2a Promotoria de Justiça de Itabaiana/PB, perante o juízo de direito da 1a Vara dessa cidade, deflagrou, juntamente com a Delegacia de Combate ao Crime Organizado (DECCOR) e com a Polícia Militar, o cumprimento de 06 mandados de busca e apreensão, na quarta etapa da Operação denominada de “Papel Timbrado”, que ocorre na manhã desta terça-feira (14). 

Segundo se apurou, empresários investigados e já denunciados pelo MPE (GAECO), ao tempo da citada operação, por participação em organização criminosa, em conluio com o ex-Prefeito de Salgado de São Félix/PB e diversos servidores de sua administração (como membros de Comissão Permanente de Licitação e Assessora Jurídica) fraudaram procedimento licitatório (Tomada de Preços no 010/13) relacionado os serviços de limpeza urbana daquela cidade e contribuíram para o desvio e a apropriação dos recursos públicos dele provenientes, contabilizados em 40 (quarenta) pagamentos direcionados à empresa ADONIS DE AQUINO SALES JÚNIOR – ME, no valor de R$ 1.346.200,00 (entre 2013 a 2016).

Os mandados de busca e apreensão foram direcionados a um empresário e a outros ex- agentes públicos da Prefeitura do Salgado de São Félix/PB.Pelos fatos praticados, 08 (oito) pessoas envolvidas na trama, de acordo com suas responsabilidades, irão responder pelos crimes previstos nos seguintes artigos: art. 90 da Lei no 8.666/93; art. 1o, inciso I, do Decreto-Lei no 201/67 (40 vezes), c/c o art. 71, do Código Penal; art. 2o da Lei no 12.850/13; tendo o Ministério Público requerido, ainda, a perda de cargos e funções públicas, reparação pelos danos materiais e morais praticados, entre outras medidas pertinentes.

A Operação Papel Timbrado IV tem com o objetivo é apurar a comercialização ilegal de "kits de licitação" (papéis timbrados de construtoras, certidões negativas, contratos sociais, documentos de sócios, propostas de preços e outros documentos comumente exigidos em licitações), boletins de medição e até notas fiscais, no intuito de fraudar licitações e contratos junto aos municípios paraibanos.

« Voltar

EM SOUSA

Criança de 5 anos é abusada sexualmente por companheiro da avó no Alto Sertão

TRAGÉDIA

Carro colide com cavalo na BR-361, em Patos, e deixa motorista gravemente ferido; animal morreu

Veja também...

HÁ 50 ANOS

Chegada do homem à Lua há 50 anos mexeu com imaginário do paraibano

NO SERTÃO

Vereador de Santa Luzia diz que está recebendo ameaças de morte

NO SERTÃO

Cidadãos de Malta participam de ação solidária em prol do Hospital Napoleão Laureano