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Empresa de medicamentos suspeita de fraudar licitações em prefeituras da PB é alvo da 5ª fase da 'Xeque-Mate'

Por G1 Paraíba    Terça-Feira, 8 de Outubro de 2019


A Polícia Federal cumpre oito mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (8), na Paraíba, na quinta fase da Operação Xeque-Mate, comandada pelo delegado federal Fabiano Emílio. Um dos alvos da operação é a empresa Almed, suspeita de fraudar licitações em todo estado. O ex-deputado federal André Amaral Filho, e o pai dele, André Amaral, também são alvos dos mandados, cumpridos, pelo menos, nos bairros de Manaíra e Miramar, em João Pessoa, nas residências dos investigados e em empresas contratadas pela Prefeitura de Cabedelo.

O ex-deputado federal André Amaral estaria destinando emendas parlamentares para Cabedelo e recebendo propina em troca. A operação investiga desvios de recursos públicos federais destinados à aquisição de medicamentos pela prefeitura de Cabedelo, na Grande João Pessoa.

De acordo com as investigações, as fraudes da empresa Almed envolvem pelo menos seis prefeituras da Paraíba: Mamanguape, Gurinhem, Pedra Lavrada, Conceição, Itaporanga e São Vicente do Seridó. Outro local alvo dos mandados da Polícia Federal é a Secretaria de Administração do Estado.

Os mandados de busca também são cumpridos nas residências de Reuben Cavalcante, Vina Lúcia Ribeiro, Antônio Callou de Alencar Sobrinho, José Adênio Melo Alencar e na sede da empresa Almed, distribuidora de medicamentos suspeita de fraudar licitações em todo estado.

O advogado da empresa Almed, Luciano Alencar, informou que a empresa vai tomar ciência dos autos e colaborar com a Justiça. O G1 não conseguiu contato com o ex-deputado federal, e busca contato com os outros investigados.

 

Ex-deputado federal André Amaral Filho — Foto: Câmara dos Deputados/Divulgação

Ex-deputado federal André Amaral Filho — Foto: Câmara dos Deputados/Divulgação

Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu uma quantia em dinheiro cujo valor ainda não foi divulgado. A Polícia Federal atua em conjunto com o Ministério Público Federal, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado da Paraíba (MPPB) e Controladoria Geral da União. A operação contou com a participação de 50 policiais federais.

primeira fase da Xeque-Mate foi deflagrada em abril de 2018, com objetivo de desarticular um esquema de corrupção na administração pública do município de Cabedelo, localizado na região da Grande João Pessoa. A operação moveu algumas peças na gestão da cidade e modificou, rapidamente, a administração da cidade. A Polícia Federal cumpriu 11 mandados de prisão preventiva, 15 sequestros de imóveis e 36 de mandados busca e apreensão expedidos pelo Tribunal de Justiça da Paraíba.

Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em João Pessoa e Cabedelo, durante a segunda fase da Operação Xeque-Mate, em julho de 2018. De acordo com a Polícia Federal, foi realizado o sequestro de aplicações e ativos financeiros no valor de mais de R$ 3 milhões.

Na terceira fase, o empresário Roberto Santiago foi preso, março de 2019, em um cumprimento de mandado de prisão preventiva. Ele é acusado de participar do esquema de corrupção e fraudes licitatórias no município de Cabedelo, Região Metropolitana de João Pessoa. Ele foi solto e passou a usar tornozeleira eletrônica em julho.

Na quarta fase da Operação Xeque-Mate, que aconteceu em maio de 2019, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos, em João Pessoa, na sede do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), e Campina Grande. Nesta fase, a operação apurou a possível cooptação do conselheiro do TCE, Fernando Catão, para, em benefício do empresário Roberto Santiago, preso na terceira fase da Xeque-Mate, impedir a construção do Shopping Pátio Intermares, no município de Cabedelo.

O OUTRO LADO

Em nota, André Amaral, pai e filho, se defenderam afirmando não temer a investigação e que Leto Viana quis se beneficiar com a delação premiada “atacando a honra alheia”.

Confira:

ANDRÉ AMARAL PAI E FILHO - NOTA À IMPRENSA

Fruto da mente maldosa de um criminoso confesso que, através de calúnias, quer se beneficiar do instituto da delação premiada atacando a honra alheia em busca de benefícios penais, tenho a informar aos paraibanos que não devo e não temo essa ou qualquer outra investigação, pois temos a consciência de que andamos rigorosamente na linha. A disposição da justiça estamos para esclarecer denúncias sem provas e lamentamos que a palavra de um criminoso confesso sirva para destruir reputações através do espancamento público, onde nesta busca e apreensão de agora de manhã não encontraram nada em nossas residências, muito menos bolsas com dinheiro, como divulgado na mídia, a não ser o susto de minha filha grávida de sete meses e, que pelo pavor, precisará de cuidados médicos

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