Carregando...
Por favor, digite algo para pesquisar.

Copa do Mundo: Repórter da Globo desabafa ao vivo sobre racismo e xenofobia nos EUA

Por Brasil 247   Quinta-Feira, 11 de Junho de 2026

A repórter Karine Alves, da TV Globo, criticou a postura adotada pelos Estados Unidos na recepção a torcedores, atletas e profissionais estrangeiros nos dias que antecedem a Copa do Mundo. Durante participação no Bom Dia, Brasil, nesta quarta-feira, ela afirmou que situações envolvendo seleções de países do Oriente Médio e da África têm provocado constrangimentos e levantado questionamentos sobre o tratamento dado pela nação sede.

A jornalista quebrou o protocolo da transmissão ao comentar episódios como a ausência de distribuição da cota mínima de 8% de ingressos para torcedores do Irã e a chegada da delegação do Senegal, cujos atletas foram submetidos a revistas rigorosas e a um forte esquema de segurança no aeroporto.

Karine Alves classificou a situação como grave e criticou a falta de manifestação da Fifa diante dos episódios relatados. Para a jornalista, a Copa do Mundo deveria ser um espaço de integração entre torcedores e seleções, e não de restrições direcionadas a determinados países ou grupos.

“Até agora a Fifa não se manifestou sobre isso. É uma situação lamentável, porque no meio de uma Copa do Mundo, não poder torcer para sua seleção é complicado”, afirmou.

A repórter também chamou atenção para o tratamento dispensado aos atletas. Segundo ela, o rigor observado não se limita aos torcedores e já atinge delegações que chegam aos Estados Unidos para participar do torneio.

“Esse rigor não está acontecendo só com torcedores. Isso é inconcebível. A Copa nem começou e já vemos imagens como essa“, acrescentou.

O episódio envolvendo a seleção do Senegal ganhou repercussão após a divulgação de imagens que mostram jogadores sendo revistados de forma rígida no aeroporto. A situação foi citada pela jornalista como exemplo de uma postura considerada excessiva por parte das autoridades norte-americanas.

Além das críticas ao tratamento dado a delegações e torcedores, Karine Alves relatou que ela própria passou por uma situação desconfortável ao desembarcar nos Estados Unidos. A jornalista afirmou que foi alvo de uma abordagem ríspida relacionada ao seu cabelo.

“Quando eu cheguei nos Estados Unidos, eu não entendi direito, mas pediram para eu levantar o cabelo de uma forma um pouco ríspida“, relatou.

“Eu fiquei sem ação, mas consegui entender no final e levantei o cabelo”, contou.

Ao comentar o episódio, Karine afirmou que o tipo de abordagem não é isolado e costuma ser relatado por mulheres negras que chegam ao país. A jornalista destacou que outras colegas não passaram pela mesma situação.

“Muitas mulheres negras passam por isso e reclamam disso na chegada aos Estados Unidos. Foi algo muito pontual, que outras colegas não passaram por aqui”, finalizou.

A fala da repórter viralizou nas redes sociais e ampliou o debate sobre o tratamento dado pelos Estados Unidos a estrangeiros durante a preparação para a Copa do Mundo. O episódio também reforçou críticas sobre possíveis represálias contra atletas e torcedores de países que mantêm divergências políticas com o governo norte-americano.

Entre os casos citados, a situação dos torcedores iranianos aparece como um dos principais pontos de tensão. A falta de acesso à cota mínima de ingressos foi interpretada como uma restrição que compromete a participação plena dos torcedores no evento.

A chegada da delegação senegalesa também foi vista como sinal de endurecimento nas medidas de segurança aplicadas a seleções de países africanos. Para críticos, esse tipo de abordagem pode produzir constrangimentos desnecessários e alimentar denúncias de tratamento desigual.

A Copa do Mundo ainda não havia começado oficialmente quando os episódios vieram à tona, mas as imagens e relatos já provocavam repercussão. A crítica feita por Karine Alves, em rede nacional, deu maior visibilidade ao tema e colocou pressão sobre organizadores e autoridades responsáveis pelo evento.

Até o momento citado pela jornalista, a Fifa não havia se manifestado sobre os casos mencionados. A ausência de posicionamento foi um dos pontos centrais da crítica feita pela repórter, que cobrou uma resposta diante de situações consideradas incompatíveis com o espírito de integração do torneio.

A postura dos Estados Unidos, país-sede da competição, passou a ser observada com mais atenção diante dos relatos de revistas rigorosas, restrições a torcedores e denúncias de tratamento discriminatório. O caso expõe uma tensão entre segurança, política internacional e respeito à diversidade no maior evento do futebol mundial.

 

 

« Voltar

Veja também...

COPA DO MUNDO

Maior Copa da história começa hoje com 48 seleções, inovações e tensão

Publicado em Quinta-Feira, 11 de Junho de 2026
Maior Copa da história começa hoje com 48 seleções, inovações e tensão

TV 40 Graus

Click 40 Graus

SABRINA DE MARTINI

Sabrina de Martini: Tão perfeita que nem parece real

Publicado em Sexta-Feira, 5 de Junho de 2026
Sabrina de Martini: Tão perfeita que nem parece real