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Garis param atividades e Patos fica sem coleta; Prefeitura deve mais de R$ 3 milhões a Conserv

Por Vicente Conserva - 40 Graus    Sexta-Feira, 10 de Agosto de 2018


Pela segunda vez, só este ano, os garis que trabalham na empresa CONSERV que presta serviço terceirizado de limpeza urbana à Prefeitura Municipal de Patos, decidiram paralisar todas as atividades a partir desta sexta-feira, dia 10, por inúmeros problemas, mas principalmente por atraso de salários e falta de pagamento dos direitos trabalhistas a outros 30 colegas demitidos.

De acordo com os garis, a situação se tornou insustentável e os vários atrasos de salários, cestas básicas e direitos trabalhistas fizeram com que a categoria em assembleia nesta sexta-feira, dia 10, com representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Urbana da Paraíba (SINDLIMP-PB) decidissem pela greve por tempo indeterminado.

De acordo com relato do diretor do SINDLIMP-PB, Radamés Cândido, o problema na empresa está sendo gerado pela falta de pagamento da Prefeitura de Patos que contratou os serviços desta. “A prefeitura atrasa para a empresa e a empresa atrasa para os trabalhadores. A gente ficou sabendo que a dívida da prefeitura é enorme. Viemos a Patos para ver isso, mas a solução foi mesmo parar, pois já não aguentamos mais essa situação. Dias dos Pais é sem salário e sem cesta básica! Isso é revoltante!”, relatou Radamés.

Cerca de 70 trabalhadores realizam serviços de varrição de ruas e de coleta de lixo no município e no Distrito de Santa Gertrudes, porém, 30 já foram demitidos. A Conserv alega que diante dos constantes atrasos repasse da Prefeitura não vem tendo como segurar a crise e a empresa está tendo que recorrer a empréstimos sucessivos para os serviços de limpeza da cidade não serem paralisados por completo.

Na cidade, já é visível a falta de limpeza em diversas avenidas do Centro, e mais ainda nos bairros mais afastados.

Os garis disseram que estão com três meses de cestas básicas atrasadas, além de dois meses de salários atrasados.

Já os servidores demitidos, denunciaram que cumpriram o aviso prévio de 30 dias, mas ao final, a Conserv não pagou os direitos trabalhistas.

Radamés Cândido disse que os trabalhadores preferem ao acionar a Justiça em busca dos seus direitos, mas que isso será inevitável caso a empresa não encontre uma solução para o grave problema.

A dívida da Prefeitura de Patos para com a empresa, só em 2018 ultrapassa a casa de R$ 1 milhão e meio. No Portal da Transparência, aparecem os dados dando conta que pelos menos duas parcelas, de junho e julho, de mais de 600 mil reais cada, ainda não foram pagas apesar de empenhadas. Além dessas, ainda existem pouco mais de 190 mil reais de maio ainda não pagos.

Analisando ainda os dados referentes a 2017, é possível ainda ver que o débito é ainda maior: R$ 1,6 milhão. Juntos, a dívida total com a empresa chega a 3.167.845,35. Ver os gráficos abaixo.

A reportagem tentou contato com Olegário Freire, gerente da CONSERV, no entanto, não conseguiu êxito.

2018

Total Empenhado(R$)

Total Liquidado(R$)

Total Pago(R$)

Total Saldo(R$)

2017/2018

Total Empenhado(R$)

Total Liquidado(R$)

Total Pago(R$)

Total Saldo(R$)

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