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Mananciais que abastecem Patos e região continuam com reserva hídrica acima de 45%

Por Vicente Conserva - 40 Graus   Quarta-Feira, 10 de Fevereiro de 2021

Prestes a iniciar a quadra chuvosa (de fevereiro a maio) em Patos e Região, segundo previsões de diversos institutos de meteorologia, os mananciais que abastecem a Capital do Sertão e boa parte dos municípios que compõem a Região Metropolitana, estão com volume hídrico satisfatório para esse período do ano quando geralmente estão em situação crítica.

Veja os índices até esta terça-feira (08), segundo informa a Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (AESA):

  •  Mãe D’água - 254.265.966 m³ –– 46,65%
  • Coremas - 347.882.319 m³ - 46,75%
  • Farinha - 13.112.030 m³ – 50,94%
  • Capoeira - 29.229.156 m³–- 54,69%
  • Jatobá - 10.625.691 m³ – 60,66%

No final de dezembro passado, o Açude Jatobá estava com 12.210.987 m³, ou seja, 69,9% da sua capacidade total.

O Açude Jatobá, portanto, encontrava-se em um de seus melhores níveis para o mês de dezembro, desde 2009, quando no dia 31/12 daquele ano estava com 70,56% de sua capacidade total.

Segundo informou o técnico da EMPAER, Marconi Palmeira Filho, esse nível já era três vezes mais que no final de 2019 quando o manancial estava com apenas 20,13%.

O cenário, de fato, nos cinco mananciais é bem diferente do verificado no final de 2019 quando todos eles estavam em situação crítica.

Jatoba31

No entanto, com uma previsão de chuvas variando de normais a abaixo da média em 2021 no Semiárido do setor norte do Nordeste, algo que inclui o Semiárido da PB, PE, CE e RN, o físico e mestre em Meteorologia, Rodrigo Cézar Limeira, prevê pouca recarga para maioria dos grandes açudes do Semiárido da Paraíba esse ano, e reforça a necessidade de uso racional da água.

Segundo ele, grandes reservatórios como Coremas, Mãe d’ Água, Engenheiro Ávidos, Lagoa do Arroz, Cachoeira dos Cegos e Capoeira poderão receber pouca recarga em 2021.

Rodrigo pontua ainda que o cenário atual diz que “o Oceano Atlântico Norte não está mais na fase negativa da Oscilação Multidecadal, fenômeno que ocorreu nos anos de 2018, 2019 e 2020, e que fez o referido oceano ficar por três anos consecutivos com temperaturas abaixo da média, algo que é favorável para as chuvas do Semiárido do Norte do Nordeste”.

Capoeira 2

Ele observou ainda que no ano de 2018 mesmo com a La Niña configurada na região central do Pacífico Equatorial choveu abaixo da média na região, devido ao Atlântico Sul na altura da costa leste do Nordeste ter esquentado abaixo do normal durante a quadra chuvosa do Semiárido da PB, PE, RN e CE, que dura de fevereiro a maio.

“Em 2019 com El Niño fraco, choveu de normal a abaixo da média na maioria das localidades do Semiárido dos referidos estados”, lembrou ele.

Todavia, mesmo com esta previsão mais pessimista, há quem acredite que a recarga deste ano será suficiente para fazer com que muitos desses mananciais transbordem novamente como são os casos de Jatobá e Farinha que sangraram ano passado quando tinham um volume de água infinitamente menor no início do inverno.

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