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Para a Globo, o cristianismo é sempre motivo de piada

Por Gospel Prime    Sábado, 19 de Maio de 2018


Quando ainda se chamava Zorra Total, o humorístico de sábado da rede Globo ficou 15 anos no ar e era recheado de bordões e o humor “à moda antiga”. Considerado ultrapassado em tempos onde o politicamente correto predomina, saiu do ar para voltar “repaginado”. Com o nome encolhido para “Zorra”, apostou em quadros mais curtos, com atores mais novos, que fizeram sucesso em outras emissoras ou na internet.

Seu principal roteirista Marcius Melhem é o mesmo de “Tá no Ar”, ele disse em entrevistas que a proposta era fazer um humor “popular e inteligente”. Para alcançar esse objetivo, ele disse que orientou os escritores das esquetes a evitar “o sexismo, as piadas homofóbicas e preconceituosas”.

Já que não queria mais fazer piada com mulher burra e com homossexual, Melhem e sua equipe escolheram então satirizar a fé. Em uma entrevista ele afirmou: “Não estamos aqui para criticar religião. Quando fazemos uma crítica, geralmente é ao uso que se faz dela, não à religião em si. Ela a gente respeita”.

A promessa de que não haveria críticas cai por terra quando se nota que nas últimas semanas, o programa voltou a fazer da fé cristã um tema constante das piadas.

No programa mais recente, que foi ao ar no sábado (12), um dos quadros se chamava “O ônibus da fé”. Nele, a volta de Jesus, um dos pilares do cristianismo foi ridicularizada. Os “crentes” que esperavam um ônibus na parada, dizem que não querem ver a prometida vinda do Senhor, eles querem apenas voltar para casa.

No sábado passado, dois esquetes mostraram que a figura de Jesus não é respeitada pelo Zorra. O primeiro tentava abordar como seria o Brasil, caso se tornasse um “país fundamentalista”. A sucessão de três piadas curtas tentava mostrar professores, policiais e médicos usando o nome de Deus para justificar impor uma visão tirânica da sociedade.

Não por acaso, o termo nação fundamentalista só seja aplicada a países que têm o islamismo como única religião aceita, como a Arábia Saudita e o Irã, por exemplo. Mesmo assim, o humorístico da Globo tentou descrever algo que não existe: a ideia de que o cristianismo impediria as pessoas de pensar (no caso do professor) e de usar a ciência (no caso do médico). Afinal, existem milhares de instituições de ensino fundadas por igrejas no país.

O mais blasfemo foi o quadro “E se Maria Madalena fosse a Messias?”. Mais parecido com um esquete do Porta dos Fundos, que sempre aposta na “desconstrução” da imagem de Cristo, o quadro mostrava a atriz Dani Calabresa encarnando uma versão feminina de Jesus no cenário da Última Ceia. Cercada de “apóstolas”, elas tentam reproduzir os diálogos bíblicos das últimas horas antes de Jesus ser traído por Judas.

A pretensa graça estaria no fato de que a traição seria motivada pela TPM e que a Messias consegue resolver tudo fazendo aparecer magicamente taças de vinho e chocolate.

 

O que está por trás desses ataques parece ser a mesma estratégia de sempre, gerar uma “nova ideia” sobre um valor arraigado na sociedade, para atribuir a ele um “novo valor”. Esse tipo de estratégia anda lado a lado com a imposição de novas ideias sobre gênero, família e sociedade mostradas nas novelas e nos programas de auditório da emissora.

Neles, tenta-se retratar uma nova configuração, uma “reimaginação” do que se conhece. O objetivo é mudar, a longo prazo, aquilo que as pessoas pensam que conhecem. Nessa engenharia social proposta pela vênus platinada, o cristianismo é sempre motivo de piada.

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