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Nova CPI: Alexandre Frota cita encontro de Carlos Bolsonaro com Adélio Bispo 2 meses antes da facada em Bolsonaro: 'Foi armação'

Por Carlos Magno    Terça-Feira, 14 de Setembro de 2021


Na manhã desta segunda-feira (13), o deputado federal Alexandre Frota (PSDB) protocolou um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o episódio da facada no então presidenciável Jair Bolsonaro, em 2018.

“Estou, agora, na primeira hora, protocolando pedido de abertura da CPI da Facada. Estou convencido de que foi uma armação. Aproveitaram a doença que esse sujeito tinha na época e criaram essa narrativa do atentado. Ele foi de 8 segundos de TV para 24 horas de TV”, escreveu o parlamentar em seu perfil no Twitter. Em sua página no Instagram, Frota continuou: “Foi na facada que ele ganhou as eleições”.

À IstoÉ, ele explicou suas motivações. “Depois de assistir ao documentário, aliás, muito bem feito, do jornalista Joaquim de Carvalho, ficou evidente que muitas coisas não foram investigadas, muitas perguntas sem respostas. Então, me convenci de que a facada foi armada, premeditada. Simples assim”, falou Frota, que já está em busca de assinaturas para que a CPI seja aceita. “Quem discordar, assina e discute com a gente lá”, emendou.

O documentário citado é o “Bolsonaro e Adélio – Uma Facada no Coração do Brasil”, lançado no último sábado (11). O filme de cerca de 1h40, narra que, dois meses antes da facada, Carlos Bolsonaro, um dos filhos do atual presidente, e o autor do atentado, Adélio Bispo de Oliveira, estiveram num mesmo clube de tiro de Florianópolis, em Santa Catarina. O filme ainda garante que os seguranças de Jair Bolsonaro que protegeram Adélio foram, posteriormente, promovidos com melhores salários e que prontuários médicos foram escondidos. A conclusão do jornalista é que o caso foi usado como publicidade em favor do então candidato.

“Estou envolvido também na reabertura da CPMI das fake news. Paramos por causa da pandemia e, agora, já está mais do que na hora de terminar. Já enviei cinco ofícios pro presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, solicitando que o relatório seja entregue”, comentou – Istoé.

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